Operação de socorro coordenada pelo MRCC de Ponta Delgada
A Marinha Portuguesa coordenou, no dia 17 de julho, um resgate médico de emergência ao largo de Ponta Delgada após o alerta disparado por um navio mercante com um tripulante em situação clínica grave. A vítima, um homem de 41 anos e de nacionalidade turca, encontrava‑se a bordo do navio Ocean Diamond, em navegação a cerca de 15 milhas náuticas (aproximadamente 28 quilómetros) da costa de São Miguel.
Segundo o comunicado oficial, a operação foi ativada pelas 14:01 locais (15:01 em Lisboa) e coordenada pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada). O tripulante apresentava um quadro de enfarte do miocárdio, «
cuidados médicos urgentes» sendo necessária a evacuação para uma unidade hospitalar na cidade.
Para além do MRCC Delgada, estiveram envolvidas várias entidades regionais e marítimas: o Centro de Orientação de Doentes Urgentes — Marítimos (CODU‑MAR), a Capitania do Porto de Ponta Delgada, o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA). Foi ativada a embarcação do ISN identificada como SR‑46, que procedeu ao resgate do doente e à sua entrega aos serviços de emergência em terra.
- Entidade coordenadora: MRCC Delgada
- Embarcação de resgate: ISN SR‑46
- Tripulante assistido: homem, 41 anos, nacionalidade turca
- Local da ocorrência: cerca de 15 milhas náuticas ao largo de São Miguel
| Hora (locais) | Ação |
|---|---|
| 14:01 | Ativação do MRCC Delgada |
| Posterior | Despacho do SR‑46 e coordenação CODU‑MAR/Capitania |
O doente foi transportado pelo SRPCBA para uma unidade hospitalar de Ponta Delgada, onde recebeu assistência médica continuada. A operação ilustra a articulação entre meios navais e serviços de saúde regionais para assegurar evacuações médicas em alto mar.
Para os residentes de Ponta Delgada e para quem opera no mar na região, a intervenção realça a importância de canais de comunicação ágeis entre navios e autoridades marítimas, bem como da prontidão dos meios regionais de busca e salvamento. Situações como esta sublinham também a necessidade de manutenção de protocolos clínicos e logísticos para o transporte rápido de doentes com patologias agudas, nomeadamente enfarte do miocárdio.
As entidades envolvidas mantêm‑se vigilantes perante ocorrências semelhantes, dado o intenso tráfego marítimo que atravessa a área dos Açores e a imprevisibilidade dos eventos médicos a bordo de embarcações mercantes.