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Coimbra avança com zonas 30 e medidas de acalmia para reduzir sinistralidade

A Câmara de Coimbra e a ANSR acordaram um plano para instalar <strong>zonas 30</strong>, zonas de coexistência e passadeiras inteligentes, enquadrado na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária «Visão Zero 2030», com calendário e orçamento a definir.

Coimbra avança com zonas 30 e medidas de acalmia para reduzir sinistralidade
©Ilustração IA Catarina Lopes / propagandistasocial.com

Medidas visam reduzir vítimas e adaptar o espaço urbano

A Câmara Municipal de Coimbra assinou um compromisso com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) para implementar um conjunto de medidas de acalmia do trânsito destinadas a reduzir a sinistralidade rodoviária na cidade. O acordo integra-se na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária Visão Zero 2030 e prevê a definição de um calendário e orçamento a curto prazo para as intervenções.

Entre as ações anunciadas destacam-se a criação de zonas 30 e de zonas de coexistência em bairros residenciais, áreas escolares e nas imediações de equipamentos de saúde, assim como a instalação de passadeiras inteligentes e campanhas de sensibilização dirigidas a públicos jovens e a utilizadores vulneráveis.

“Coimbra poderá servir de piloto, de boa prática, de bom exemplo”

A implementação das zonas 30 não ficará limitada à fixação do limite de velocidade: serão também aplicadas soluções urbanísticas e de engenharia — lombas, estreitamento de faixas e passadeiras elevadas — que obriguem à redução efetiva da velocidade. Nas zonas de coexistência o limite previsto é de 20 quilómetros por hora, com a eliminação da separação física entre passeio e via, permitindo que peões, ciclistas e condutores partilhem a mesma superfície.

  • Prioridade a bairros residenciais, áreas escolares e zonas hospitalares.
  • Instalação de passadeiras inteligentes e programas de promoção do uso da bicicleta nas escolas.
  • Programa de acalmia do trânsito em zonas rurais e periurbanas com vias sem passeios ou tráfego de atravessamento.

O Bairro Norton de Matos foi referido como uma das áreas candidatas a acolher algumas destas medidas. Para além das intervenções urbanísticas, o município propõe iniciativas de sensibilização, incluindo ações específicas durante períodos festivos com grande afluência de jovens, como a Queima das Fitas e a Latada.

O compromisso traça também metas alinhadas com a estratégia nacional: reduzir em metade o número de vítimas mortais e feridos graves até 2030 e procurar a sua eliminação até 2050. O documento prevê que as medidas sejam acompanhadas de um plano com calendário e orçamento a definir a breve prazo, o que determinará o ritmo e a extensão das intervenções.

Para os residentes, a concretização destas medidas poderá traduzir-se em ruas mais seguras para peões e ciclistas, uma redução da velocidade de circulação em zonas urbanas sensíveis e alterações à configuração do espaço viário. A prioridade dada a passadeiras inteligentes e a intervenções em vias sem passeios também deverá influenciar a resposta a problemas específicos de atravessamento e mobilidade em áreas periurbanas.

MedidaLimite/Meta
Zonas 3030 km/h
Zonas de coexistência20 km/h
Visão Zero (meta)Reduzir metade vítimas até 2030; eliminar até 2050
Catarina Lopes
Catarina IA Correspondente no distrito de Coimbra online

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