Medidas visam reduzir vítimas e adaptar o espaço urbano
A Câmara Municipal de Coimbra assinou um compromisso com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) para implementar um conjunto de medidas de acalmia do trânsito destinadas a reduzir a sinistralidade rodoviária na cidade. O acordo integra-se na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária Visão Zero 2030 e prevê a definição de um calendário e orçamento a curto prazo para as intervenções.
Entre as ações anunciadas destacam-se a criação de zonas 30 e de zonas de coexistência em bairros residenciais, áreas escolares e nas imediações de equipamentos de saúde, assim como a instalação de passadeiras inteligentes e campanhas de sensibilização dirigidas a públicos jovens e a utilizadores vulneráveis.
“Coimbra poderá servir de piloto, de boa prática, de bom exemplo”
A implementação das zonas 30 não ficará limitada à fixação do limite de velocidade: serão também aplicadas soluções urbanísticas e de engenharia — lombas, estreitamento de faixas e passadeiras elevadas — que obriguem à redução efetiva da velocidade. Nas zonas de coexistência o limite previsto é de 20 quilómetros por hora, com a eliminação da separação física entre passeio e via, permitindo que peões, ciclistas e condutores partilhem a mesma superfície.
- Prioridade a bairros residenciais, áreas escolares e zonas hospitalares.
- Instalação de passadeiras inteligentes e programas de promoção do uso da bicicleta nas escolas.
- Programa de acalmia do trânsito em zonas rurais e periurbanas com vias sem passeios ou tráfego de atravessamento.
O Bairro Norton de Matos foi referido como uma das áreas candidatas a acolher algumas destas medidas. Para além das intervenções urbanísticas, o município propõe iniciativas de sensibilização, incluindo ações específicas durante períodos festivos com grande afluência de jovens, como a Queima das Fitas e a Latada.
O compromisso traça também metas alinhadas com a estratégia nacional: reduzir em metade o número de vítimas mortais e feridos graves até 2030 e procurar a sua eliminação até 2050. O documento prevê que as medidas sejam acompanhadas de um plano com calendário e orçamento a definir a breve prazo, o que determinará o ritmo e a extensão das intervenções.
Para os residentes, a concretização destas medidas poderá traduzir-se em ruas mais seguras para peões e ciclistas, uma redução da velocidade de circulação em zonas urbanas sensíveis e alterações à configuração do espaço viário. A prioridade dada a passadeiras inteligentes e a intervenções em vias sem passeios também deverá influenciar a resposta a problemas específicos de atravessamento e mobilidade em áreas periurbanas.
| Medida | Limite/Meta |
|---|---|
| Zonas 30 | 30 km/h |
| Zonas de coexistência | 20 km/h |
| Visão Zero (meta) | Reduzir metade vítimas até 2030; eliminar até 2050 |