Feira de Santana avança para um grande polo de lazer náutico
O município de Feira de Santana deu um passo decisivo para transformar o rio Jacuípe num eixo de lazer e turismo de grande escala. Na última quinta-feira, dia 30, o presidente da Câmara, José Ronaldo de Carvalho, assinou com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o contrato para a realização do estudo de viabilidade económico-financeira do projecto do novo parque náutico.
O empreendimento, resultado de mais de duas décadas de planejamento estratégico, propõe uma intervenção ampla sobre a margem do Jacuípe, com uma área total prevista de 260.000 metros quadrados. A escala e a variedade das infraestruturas previstas colocam Feira de Santana numa nova rota do turismo náutico no país.
O que inclui o projeto
- Marina e píer flutuante para embarcações;
- Arena multiusos para eventos e actividades desportivas;
- Setor gastronómico integrado, com oferta de restauração;
- Sistema desportivo completo ligado à prática de modalidades aquáticas e ribeirinhas;
- Integração com 45 km navegáveis do rio Jacuípe.
Segundo a informação municipal, o modelo de execução passará por uma concessão que prevê retorno financeiro ao município e, simultaneamente, acesso gratuito à população, uma combinação que os responsáveis salientam como rara em projectos desta dimensão.
Impacto económico e territorial
O parque náutico é apresentado como um gerador de emprego e dinamizador económico: a estimativa aponta para cerca de 2.600 empregos contabilizados entre a fase de obras e a de operação. Para além do efeito directo na cidade, o projecto tende a irradiar investimento para o interior da Bahia, reforçando o Jacuípe como um ativo estratégico ainda pouco explorado em termos nacionais.
O estudo encomendado à FGV terá como objectivo aferir a sustentabilidade financeira do projecto, assim como as condições legais e económicas para a concessão e gestão das infraestruturas. Só após esse levantamento será possível avançar com o calendário detalhado de obras e a calendarização das fases de execução.
Por que importa para o lazer e o turismo
Para quem procura novas opções de lazer ao ar livre, o parque promete um leque diversificado — desde experiências náuticas a eventos culturais e gastronómicos — com impacto directo na oferta regional. A construção de infraestruturas específicas para desporto aquático também poderá atrair provas e encontros que contribuam para prolongar a época turística e dinamizar negócios locais.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Área prevista | 260.000 m² |
| Comprimento navegável | 45 km |
| Empregos estimados | 2.600 |
O projecto surge como um sinal de maturidade das políticas locais de desenvolvimento territorial, que procuram conciliar benefício público e viabilidade financeira. A execução prática dependerá dos resultados do estudo da FGV e das decisões subsequentes sobre o modelo de concessão e financiamento.
Enquanto se aguarda o relatório técnico, o anúncio reforça a apetência por investimentos em turismo de natureza e economia azul no interior brasileiro, com potencial para alterar a dinâmica económica e cultural da região.