Fóssil de há milhões de anos será estudado em Torres Vedras
Um esqueleto parcial de dinossauro, com cerca de 2,5 metros e estimada preservação entre 80 e 85%, foi retirado de uma arriba na Praia da Gentias, na zona de Torres Vedras, e transportado para um laboratório de paleontologia instalado no concelho. O fóssil, preso na rocha durante aproximadamente 148 milhões de anos, vai agora ser limpo e investigado por uma equipa multidisciplinar.
Nos trabalhos estão envolvidos 22 investigadores e estudantes de vários países. Os primeiros indícios obtidos no local de escavação apontam para que o animal fosse jovem, mas a identificação da espécie e outras conclusões só serão possíveis após a limpeza e análise detalhada dos ossos, processo que deverá prolongar‑se até ao final do ano, de acordo com a informação disponibilizada pelos responsáveis do estudo.
O transporte do fóssil para o laboratório em Torres Vedras marca uma fase crucial do trabalho de investigação: a consolidação, a preparação e a conservação dos elementos ósseos para permitir observações anatómicas e possibilidades de estudo comparativo. Para a população local, a previsão de que o espécime venha a ser posteriormente exposto ao público significa uma oportunidade de ligação direta ao património paleontológico da região.
- Local de descoberta: Praia da Gentias, Torres Vedras
- Comprimento estimado do esqueleto: ~2,5 metros
- Grau de preservação: 80–85%
- Tempo na rocha: 148 milhões de anos (aproximadamente)
- Equipa envolvida: 22 investigadores e estudantes internacionais
A presença de uma equipa internacional em Torres Vedras reforça o papel do concelho enquanto palco de investigação científica e coloca desafios concretos à gestão local do achado, desde a segurança no local de escavação até à logística de conservação e eventual exposição. A calendarização conhecida aponta para a continuação dos trabalhos durante os próximos meses, cabendo às equipas cientificas decidir o calendário exato de disponibilização pública.
| Item | Valor |
|---|---|
| Comprimento estimado | 2,5 m |
| Preservação | 80–85% |
| Tempo na rocha | 148 milhões de anos |
| Equipa | 22 investigadores/estudantes |
| Prazo dos trabalhos | Até ao final do ano |
Para os habitantes de Torres Vedras, a investigação traz a perspetiva de maior visibilidade científica e turística do território. A eventual exposição pública do fóssil poderá integrar circuitos culturais e educativos locais, oferecendo uma ferramenta para sensibilização sobre o património natural e paleontológico da região. As conclusões sobre a espécie e a história de vida do animal só serão conhecidas após a conclusão dos estudos de laboratório.