Investimento e traçado
O Conselho de Ministros aprovou um pacote de investimento na expansão do Metro do Porto que inclui uma linha até ao centro de Gondomar. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que quantificou em 287 milhões de euros o montante afetado à passagem entre o Estádio do Dragão e Souto (Gondomar), com um troço de sete quilómetros e nove estações.
Este projeto integra-se num investimento global de cerca de 420 milhões de euros para duas novas linhas do sistema do Metro do Porto, sendo a outra destinada à ligação da Maia à Trofa.
Financiamento e prazos
Segundo o Governo, o financiamento será assegurado, em grande parte, pelo Fundo Ambiental e complementado pelo programa Sustentável 2030, proveniente do Fundo de Coesão da União Europeia. A obra da linha de Gondomar está prevista para executar-se «a partir do próximo ano e até 2031», conforme referido pelo ministro.
"O Governo aprovou hoje a realização, o investimento, em duas linhas do sistema de Metro do Porto" — António Leitão Amaro
Impacto local
Para os habitantes de Gondomar, a chegada do metro traduz-se em alterações na oferta de transporte coletivo, potenciais ganhos de acessibilidade ao centro do Porto e redução da dependência do automóvel. A nova linha ligará um ponto de grande procura — o Estádio do Dragão — ao centro do concelho, com sete quilómetros e nove estações, o que deverá facilitar deslocações diárias de trabalhadores, estudantes e utentes de serviços.
- Linhas aprovadas: Gondomar (Estádio do Dragão — Souto) e Trofa (ISMAI — Trofa).
- Montantes: 287 M€ para Gondomar; 184 M€ para a Trofa; total ~ 420 M€.
- Calendário: execução entre 2027 e 2031, segundo o Governo.
Dados principais
| Projeto | Investimento | Extensão | Estações |
|---|---|---|---|
| Gondomar (Estádio do Dragão — Souto) | 287 M€ | 7 km | 9 |
| Trofa (ISMAI — Interface Trofa) | 184 M€ | 10 km | 9 |
Além dos ganhos de mobilidade, o Governo e a ministra do Ambiente e Energia sublinharam a componente ambiental do financiamento: o Fundo Ambiental resulta de receitas da taxa de carbono e destina-se a mitigar emissões, com os transportes a ser mencionados como setor prioritário de intervenção.
Os efeitos concretos no território de Gondomar dependerão agora do desenvolvimento dos projetos, dos estudos de impacto ambiental quando aplicáveis e do calendário de obra. Para além das obras, haverá impacto na gestão do espaço público junto às futuras estações, na circulação durante as intervenções e na articulação com a oferta de transporte local já existente.
O anúncio abre a perspetiva de reforço da rede de transporte coletivo na Área Metropolitana do Porto e coloca Gondomar entre os concelhos beneficiados por uma intervenção que o Governo admite concluir até 2031.