Cutelaria local liga tradição e tecnologia
O setor da cutelaria de Guimarães voltou a estar no centro da agenda municipal com a visita, esta terça-feira, do Presidente da Câmara Municipal, ao abrigo da iniciativa Guimarães com Futuro, a três empresas representativas do cluster local: Serafim Fertuzinhos, Belo Inox e Cutipol. As deslocações pretendem consolidar a relação entre o executivo municipal, universidades, centros de investigação e o tecido empresarial para potenciar a inovação e a competitividade territorial.
Na Serafim Fertuzinhos, fundada em 1956 e identificada como a única produtora portuguesa de tesouras, a comitiva foi recebida por administradores e diretores. A empresa, com cerca de 65 colaboradores, tem forte vocação exportadora e investe em equipamentos de precisão, modernização industrial e eficiência energética. As outras unidades visitadas também destacaram investimentos em digitalização, sustentabilidade e qualificação profissional.
“O futuro de Guimarães constrói-se com empresas capazes de criar valor, gerar emprego qualificado e competir nos mercados mais exigentes.”
O posicionamento do executivo municipal, conforme resumido na visita, assenta em três eixos concretos que influenciam diretamente a vida local:
- Fortalecimento das cadeias de valor tradicionais mediante adoção de novas tecnologias;
- Promoção da qualificação e criação de empregos especializados no concelho;
- Atração de investimentos e diversificação de mercados através da internacionalização.
Para os habitantes de Guimarães, estas medidas têm impacto direto: manutenção e criação de postos de trabalho com maior qualificação, reforço das oportunidades de formação técnica e universitária, e efeitos multiplicadores na economia local, nomeadamente nos serviços e na indústria auxiliar.
| Empresa | Fundação | Empregados (aprox.) |
|---|---|---|
| Serafim Fertuzinhos | 1956 | 65 |
| Belo Inox | - | - |
| Cutipol | - | - |
O município coloca a inovação como complemento da tradição: segundo o Presidente da Câmara, a modernização não elimina o legado histórico, antes disponibiliza ferramentas para aumentar o valor acrescentado da produção local e melhorar a posição nos mercados externos. A continuidade dessas políticas depende, contudo, da capacidade de articulação entre empresas, centros de investigação e oferta formativa, bem como do apoio a projetos de transição energética e digital nas pequenas e médias unidades industriais da região.
O setor da cutelaria, já reconhecido pela excelência em nichos como tesourarias e cutelaria de luxo, continua a ser um dos vetores mais visíveis da imagem industrial de Guimarães. A estratégia municipal pretende, através de ações de proximidade como estas visitas, assegurar que as empresas locais tenham condições para investir, exportar e fixar talento na região.