Sociedade Horta Açores

Horta comunitária no Mário Dedini arranca com primeiras mudas em projeto cooperativo

Uma horta em regime de cooperativa começou a ser instalada junto ao CRAS Mário Dedini, com doação inicial de mudas e objetivo de gerar rendimento para pessoas apoiadas pelos serviços socioassistenciais.

Horta comunitária no Mário Dedini arranca com primeiras mudas em projeto cooperativo
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

Arranque da horta em modelo cooperativo

Foi assinalado no sábado, dia 18, o início do plantio das primeiras mudas na horta que está a ser implantada junto ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Mário Dedini. A iniciativa integra o Programa de Inclusão Produtiva da Secretaria Municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família e abre caminho a uma produção destinada a gerar rendimento para pessoas acompanhadas pelos serviços socioassistenciais.

As primeiras mudas plantadas foram de couve e alface, doadas pela Coplacana, e simbolizam o início de um projeto que prevê, nos meses seguintes, entregas regulares de plantas. Está também prevista a instalação de um sistema de irrigação e de um reservatório de água nas próximas semanas, medidas consideradas essenciais para a estabilidade da produção.

“É gratificante plantar, acompanhar o crescimento das hortaliças e saber que elas vão alimentar outras pessoas”, afirmou Fábio Clemente, cooperado de 44 anos.

Outra cooperada ouvida durante o evento, Maria Laura Silva Pinto, de 25 anos, destacou o valor pedagógico e a ligação à natureza proporcionados pela iniciativa. Para as pessoas envolvidas, a horta assume-se como espaço de aprendizagem, convívio e potencial fonte de rendimento.

  • Objetivo: promover inclusão produtiva e geração de rendimento para pessoas em situação de vulnerabilidade.
  • Doação inicial: mudas de couve e alface pela Coplacana.
  • Infraestrutura prevista: sistema de irrigação e reservatório de água nas próximas semanas.

Segundo o responsável municipal pela pasta, o projeto responde a uma prioridade de gestão: criar oportunidades de trabalho e autonomia para quem se encontra em situação vulnerável. Na comunicação do Município foi referido que a meta é apoiar populações com necessidades sociais identificadas, oferecendo meios para reconstrução de trajectórias através do trabalho.

IndicadorValor referido
Mudas mensais previstas6 000
Total estimado até final do ano30 000
Famílias em situação de vulnerabilidade citadas36 000
Pessoas aproximadas nessa situação88 000

Para os habitantes locais, iniciativas deste tipo ilustram um conjunto de consequências concretas: reforço de cadeias locais de produção alimentar, criação de pequenas fontes de rendimento para famílias acompanhadas e ocupação formativa para participantes. A instalação de infraestruturas de água e irrigação pretende ainda reduzir a precariedade técnica da produção e aumentar a previsibilidade das colheitas.

O acompanhamento técnico e a organização em cooperativa serão determinantes para que o projeto cumpra as metas de produção e de inclusão social anunciadas, convertendo-se numa alternativa de integração económica para os beneficiários.

Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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