Plano municipal visa reconfigurar deslocações e coesão do território
O município de Leiria avançou com a apresentação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), um documento que pretende ordenar as deslocações no concelho e, segundo a Câmara, «aproximar as freguesias da cidade» e melhorar a qualidade de vida dos residentes. O plano integra 8 eixos e um total de 74 ações, algumas das quais já em execução, outras em fase de projeto ou de estudo.
A autarquia agendou a votação do PMUS em reunião de Câmara e da Assembleia Municipal para setembro, com a ambição de que as iniciativas previstas sejam implementadas até 2035. No decorrer da apresentação pública, o presidente da Câmara sublinhou que se trata de «um plano estratégico, do ponto de vista não só da mobilidade, mas da qualidade de vida de Leiria».
«Se a alta velocidade vai aproximar Leiria de Lisboa e do Porto, este plano vai aproximar as freguesias da cidade»
O documento aposta numa visão para todo o concelho, não apenas para o núcleo central, e reconhece a sensibilidade da temática junto da população. O presidente alertou para a necessidade de comunicação e participação no processo, considerando que mudanças na mobilidade podem contrariar expectativas e provocar forte reação social, como já ocorreu no passado.
- Objetivo geral: reforçar a coesão territorial e a qualidade de vida;
- Estrutura: 8 eixos e 74 ações, com etapas de implementação até 2035;
- Calendário: votação em Câmara e Assembleia Municipal prevista para setembro.
Do ponto de vista político, o presidente da Câmara afirmou ainda a intenção de envolvimento e clarificação por parte dos partidos, para buscar «a maior abrangência política possível» e evitar que o plano se transforme em instrumento de contestação partidária. A autarquia promete processos de esclarecimento público antes da adoção final.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Eixos | 8 |
| Ações | 74 |
| 2035 |
Para os residentes de Leiria, as propostas do PMUS poderão traduzir‑se em alterações concretas no quotidiano: reorganização de fluxos de trânsito, reforço de transportes públicos, medidas para peões e ciclistas e intervenções de planeamento que visem reduzir a dependência do automóvel. O sucesso do plano dependerá, porém, do envolvimento das freguesias, da comunicação pública e da capacidade de conciliar interesses distintos perante um tema considerado «muito sensível» pela Câmara.