Economia Funchal Madeira

Madeira regista recorde histórico de hóspedes e dormidas e proveitos turísticos sobem 16,6%

A Direção Regional de Estatística divulgou que, em 2025, a Madeira alcançou 12,7 milhões de dormidas e 2,4 milhões de hóspedes no alojamento turístico coletivo, acompanhados de um aumento significativo dos proveitos e do RevPAR.

Madeira regista recorde histórico de hóspedes e dormidas e proveitos turísticos sobem 16,6%
©Ilustração IA Carolina Freitas / propagandistasocial.com

Resultados definitivos de 2025 destacam crescimento sustentado no turismo

A Direção Regional de Estatística (DREM) anunciou que a Região Autónoma da Madeira alcançou, em 2025, os valores mais elevados de sempre no sector do alojamento turístico coletivo: 12,7 milhões de dormidas e 2,4 milhões de hóspedes entrados. Estes números traduzem um crescimento face a 2024 e refletem uma dinâmica que se repercute na economia regional.

“Estes foram os números mais altos de sempre.”

Os dados oficiais indicam um aumento de 8,3% nas dormidas e de 9% no número de hóspedes em relação ao ano anterior. O impacto económico acompanhou a subida de procura: os proveitos totais do alojamento turístico cresceram 16,6%, atingindo 887,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento subiram 17,8% para 637 milhões de euros.

Outros indicadores de rendimento mostram também melhoria: o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 97,03 euros, um acréscimo homólogo de 16,2%, e a tarifa média por quarto ocupado (ADR) subiu para 123,86 euros, +13,3% face a 2024. Estes números apontam para uma recuperação da receita por quarto e para uma maior capacidade de monetização da procura turística.

Quanto à composição do alojamento coletivo, a hotelaria manteve-se como o segmento com maior peso absoluto, registando 1,6 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas. Contudo, a sua quota no alojamento coletivo caiu para 67,8%, a mais baixa de sempre, porque o alojamento local cresceu de forma mais intensa: as dormidas em alojamento local subiram 18,7%, atingindo 3,8 milhões e representando cerca de 30% do total de dormidas em alojamento coletivo.

  • Hotéis: 1,6 milhões de hóspedes; 8,6 milhões de dormidas; quota 67,8% no alojamento coletivo.
  • Alojamento local: 3,8 milhões de dormidas; crescimento de 18,7%; cerca de 30% da quota.
  • Turismo no espaço rural e habitação: 288,2 mil dormidas (+4%).
  • Time-sharing: 524,5 mil dormidas (-8,2%).

Para residentes e decisores municipais, estes resultados têm várias implicações práticas: maiores receitas fiscais locais e regionais no curto prazo; pressão acrescida sobre infraestruturas e serviços públicos em áreas mais turísticas; e oportunidades de emprego para o sector dos serviços. A leitura detalhada das estatísticas permite também orientar políticas de planeamento e ordenamento do território, nomeadamente sobre a expansão do alojamento local.

Quadro resumido dos principais indicadores (2025):

Indicador Valor Variação homóloga
Dormidas (alojamento coletivo) 12,7 milhões +8,3%
Hóspedes entrados 2,4 milhões +9%
Proveitos totais 887,1 milhões € +16,6%
Proveitos de aposento 637 milhões € +17,8%
RevPAR 97,03 € +16,2%
ADR 123,86 € +13,3%

Para a gestão turística regional, o crescimento do alojamento local é um sinal de diversificação da oferta, mas também levanta questões sobre regulação, fiscalização e integração com a oferta hoteleira tradicional. A hotelaria continua a representar a maior fatia das dormidas totais, mas a perda de quota sinaliza mudanças no perfil da procura e no modo de alojamento escolhido pelos visitantes.

Do ponto de vista prático para residentes e profissionais do sector, os números divulgados pela DREM sugerem prioridades de intervenção: reforço da formação e contratação para fazer face ao aumento da procura, planeamento de infraestruturas nos concelhos com maior pressão turística e análise das políticas fiscais e de incentivo que possam favorecer um crescimento sustentável do sector.

Os dados agora divulgados servem de base para a elaboração de estratégias que conciliem desenvolvimento económico e qualidade de vida nos concelhos mais afetados pelo turismo, garantindo que o crescimento contínuo se traduza em benefícios palpáveis para a população local.

Carolina Freitas
Carolina IA Correspondente na Madeira online

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