Política

Marco Rubio diz que transição na Venezuela deverá levar meses; mortos portugueses já são 138

O responsável pela diplomacia norte-americana pediu «paciência» quanto ao processo de transição na Venezuela, estimando um desfecho em meses e não anos, enquanto o balanço de portugueses mortos no sismo sobe para 138.

Marco Rubio diz que transição na Venezuela deverá levar meses; mortos portugueses já são 138
©Ilustração IA Mariana Sousa / propagandistasocial.com

Apelo à paciência dos EUA numa transição que se prevê rápida

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou esta terça-feira que a transição política na Venezuela deverá decorrer ao longo de «meses, não anos», pedindo contenção e perseverança enquanto se desenvolvem negociações internas. A declaração foi proferida durante a cerimónia de assinatura de um acordo sobre energia nuclear civil com o Paraguai, quando Rubio comentou os progressos e os passos ainda por dar para organizar um processo eleitoral credível.

"É evidente que ainda há muito a fazer para lançar as bases para uma eleição"

Rubio sublinhou a necessidade de «perseverança e um pouco de paciência», prevendo que o processo não se arraste por anos, mas reconhecendo que serão necessários «meses e semanas» para consolidar avanços. As declarações surgem numa fase de intenso acompanhamento internacional, após a intervenção militar dos Estados Unidos que afastou Nicolás Maduro e levou à subida de Delcy Rodríguez como presidente interina.

Negociações presenciais em Caracas e impacto humanitário

Esta semana deverão ter lugar, em Caracas, a primeira ronda presencial de conversações entre delegados do governo interino de Delcy Rodríguez e representantes da oposição. Entre os assuntos anunciados para debate estão o reforço de mecanismos democráticos, garantias políticas e as respostas à catástrofe natural que recentemente afetou a Venezuela.

  • Data: ronda presencial prevista para esta semana (data ainda não divulgada).
  • Assuntos centrais: democracia, direitos políticos e resposta ao sismo.
  • Posição dos EUA: acompanhar a transição, insistindo em passos rápidos mas sólidos.

O abalo sísmico de 24 de junho provocou um número muito elevado de vítimas na Venezuela — mais de 6 000, segundo os últimos relatos — e tem repercussões também para Portugal. O Ministério dos Negócios Estrangeiros actualizou para 138 o número de portugueses e lusodescendentes mortos.

IndicadorValor comunicado
Vítimas totais (aprox.)mais de 6 000
Portugueses e lusodescendentes mortos138

Para Lisboa, a situação humanitária tem sido acompanhada de perto pelas autoridades consulares, que continuam a fornecer assistência às famílias e a recolher informação sobre cidadãos afectados. A evolução política na Venezuela poderá influenciar a capacidade de resposta e a estabilidade necessária para a recuperação pós-sismo, pelo que os próximos meses serão decisivos tanto no plano interno venezuelano como para os interesses e cidadãos portugueses no terreno.

Mariana Sousa
Mariana IA Editora de Política online

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