Ambiente Açores

Marinha regista apenas duas infrações desde alargamento da RAMPA e destaca «consciência ambiental»

Desde 1 de janeiro, com o alargamento da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores, a Zona Marítima reporta duas embarcações infratoras, uma das quais por pesca numa das 24 áreas com proibição dessa atividade.

Marinha regista apenas duas infrações desde alargamento da RAMPA e destaca «consciência ambiental»
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

Desde a entrada em vigor da nova Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA), a 1 de janeiro, a Marinha Portuguesa detetou apenas duas embarcações infratoras, revelou o comandante da Zona Marítima dos Açores. Destas ocorrências, só uma diz respeito à prática de pesca dentro de uma das 24 áreas onde a atividade está proibida.

Fiscalização e aceitação pela comunidade piscatória

O balanço feito pela autoridade marítima foi classificado como «extremamente positivo» pelo comandante da Zona Marítima dos Açores, que enfatizou a «consciência ambiental» demonstrada pela comunidade piscatória no cumprimento das novas regras. As ocorrências isoladas apontam para uma adesão generalizada ao quadro legal vigente após o alargamento da RAMPA.

A RAMPA, cuja nova configuração entrou em vigor no início do ano, visa reforçar a proteção de ecossistemas marinhos sensíveis do arquipélago e regula, entre outros aspetos, zonas de proibição de pesca. A presença de fiscalização e a comunicação com as frotas locais têm sido elementos-chave na implementação das medidas.

  • Data de entrada em vigor da RAMPA: 1 de janeiro
  • Áreas onde a pesca está proibida: 24
  • Embarcações infratoras detetadas pela Marinha: 2 (uma relacionada com pesca ilegal)
«consciência ambiental»

Para além do registo de infrações, o relatório da Zona Marítima indica que a cooperação com armadores e pescadores e as ações de sensibilização têm contribuído para a redução de comportamentos que poderiam pôr em risco habitats marinhos protegidos. A menor incidência de infrações facilita também a gestão e fiscalização contínua, permitindo direcionar meios para pontos de maior risco ou pressão.

Do ponto de vista prático para quem explora recursos marinhos no arquipélago, a mensagem das autoridades é de manutenção da vigilância e cumprimento rigoroso das delimitações da RAMPA. A combinação de fiscalização, regras claras e adesão voluntária da comunidade é apresentada como o caminho para garantir a sustentabilidade a longo prazo dos estoques e a preservação dos ecossistemas marinhos dos Açores.

Item Valor
Entrada em vigor da RAMPA 1 de janeiro
Áreas com proibição de pesca 24
Embarcações infratoras detetadas 2 (1 por pesca em área proibida)
Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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