A Metro Mondego confirmou, no ato público de abertura das propostas, a receção de uma única oferta no valor de 536 000 euros para um terreno urbano localizado junto à chamada via central, no Centro Histórico de Coimbra. A proposta foi apresentada pela empresa imobiliária Litogeste, sediada na Figueira da Foz, e foi admitida pela comissão responsável pela hasta pública.
Próximos passos e prazos
Segundo a informação tornada pública durante a sessão, a adjudicação deverá ser agora apreciada pelo conselho de administração da Metro Mondego. Antes dessa decisão final, a Câmara Municipal de Coimbra e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) têm um prazo de dez dias para exercer o direito de preferência sobre o terreno.
- Valor da proposta admitida: 536 000 euros.
- Área do lote: 290 metros quadrados, dividido em duas frações.
- Capacidade de construção: rés-do-chão e três pisos.
- Entidade proponente: Litogeste.
- Prazos: decisão do conselho de administração e período de 10 dias para direito de preferência.
Fonte oficial da Câmara confirmou à agência Lusa que o município não tem intenção de exercer o direito de preferência sobre este terreno, pelo que a proposta admitida deverá, salvo decisão contrária do conselho de administração da Metro Mondego, avançar para adjudicação.
| Característica | Valor |
|---|---|
| Oferta admitida | 536 000 € |
| Área do lote | 290 m² |
| Construtibilidade | Rés-do-chão + 3 pisos |
| Proponente | Litogeste |
Trata-se de um dos últimos imóveis detidos pela Metro Mondego — o outro remanescente é o chamado edifício-ponte, sobre o qual o município já expressou interesse. A venda desta parcela ocorre numa fase sensível para a operação do novo sistema de transporte: o metrobus deverá começar a circular em breve pela via central, com previsão de entrada em serviço até à Praça da República entre o final de agosto e o início de setembro.
Atualmente, o metrobus opera na ligação entre a Lousã e a Portagem, servindo também o concelho de Miranda do Corvo. A proximidade entre o terreno vendido e a via dedicada a estes autocarros articulados confere à operação imobiliária um impacto direto sobre a configuração urbana do Centro Histórico e sobre futuras intervenções naquela linha.
Enquanto a Metro Mondego aguarda a deliberação do seu conselho de administração, os interessados e a população local acompanham o desfecho administrativo que definirá o destino daquele imóvel e a sua integração no tecido urbano junto à via central.