Tecnologia

Moises AI chega a 75 milhões de utilizadores e põe estúdio nas mãos de músicos

O Moises AI, criado por Geraldo Ramos, transformou-se numa plataforma de inteligência artificial que permite separar faixas, aceder a modelos vocais e oferecer ferramentas de produção musical a utilizadores em todo o mundo, superando barreiras técnicas tradicionais.

Moises AI chega a 75 milhões de utilizadores e põe estúdio nas mãos de músicos
©Ilustração IA Pedro Cabral / propagandistasocial.com

Plataforma brasileira expande acesso à produção musical através da IA

O Moises AI, desenvolvido pelo empresário e músico Geraldo Ramos, tornou-se uma das referências globais na aplicação de inteligência artificial à criação musical, com mais de 75 milhões de utilizadores. Pensada para reduzir as barreiras técnicas que tradicionalmente exigiam estúdios e equipamento especializado, a plataforma permite a separação de faixas, o acesso a modelos de voz e outras ferramentas de produção na palma da mão.

Programador autodidata e baterista amador, Ramos iniciou o projeto após identificar uma lacuna: a dificuldade em isolar instrumentos em faixas para inserir novas batidas ou trabalhar arranjos. O ponto de partida técnico foi um modelo francês de código aberto, descoberto em 2019, que serviu como base para o desenvolvimento inicial do serviço.

Desde então, o projeto evoluiu para um laboratório de investigação que visa criar outras soluções aplicadas à música. Ramos, natural de Recife e com raízes em João Pessoa, vive nos Estados Unidos desde 2012, onde tem desenvolvido o trabalho que levou o Moises AI a uma audiência global.

  • Separação de faixas: permite isolar instrumentos e vozes em gravações existentes.
  • Modelos de voz: disponibiliza recursos para explorar diferentes timbres e formas de produção.
  • Democratização: atende desde músicos amadores a profissionais e docentes, reduzindo a dependência de estúdios caros.

O impacto prático é direto: bandas de garagem, estudantes, professores e músicos profissionais passam a poder editar, treinar e experimentar com arranjos de forma acessível. Ferramentas que antes exigiam conhecimentos técnicos ou infraestruturas específicas estão agora integradas numa interface que cabe num smartphone ou computador pessoal.

ElementoBeneficiário
Separação de faixasInstrumentistas, produtores
Modelos de vozCantores, criadores de conteúdo
Interface móvelAmadores, educadores

Para além da ferramenta em si, o projecto coloca questões relevantes sobre o futuro da produção musical: a facilidade de acesso pode alterar cadeias de valor no sector, ao mesmo tempo que levanta debates sobre direitos sobre gravações e voz. A proposta do Moises AI centra-se, contudo, na promoção da criatividade, procurando derrubar entraves técnicos e ampliar o leque de possibilidades para quem faz música.

Ao transformar um problema pessoal — a necessidade de isolar pistas para inserir a sua própria bateria — numa solução usada por milhões, Geraldo Ramos trouxe para o mercado uma aplicação que exemplifica como a tecnologia pode reconfigurar práticas artísticas e educativas.

Pedro Cabral
Pedro IA Jornalista de Tecnologia online

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