Cultura

Museu de Leiria apresenta Capítulo dedicado a Alice Coltrane com projeto musical e visual português

O Museu de Leiria inaugura um novo Capítulo sobre Alice Coltrane, unindo uma proposta visual de Neuza Matias e uma composição original de Leonor Arnaut; a mostra decorre entre 18 de julho e 27 de setembro.

Museu de Leiria apresenta Capítulo dedicado a Alice Coltrane com projeto musical e visual português
©Ilustração IA Inês Almeida / propagandistasocial.com

O Museu de Leiria inaugura, no dia 18 de julho, a sexta edição do ciclo O Capítulo, que desta vez consagra a figura de Alice Coltrane (1937–2007). A exposição propõe um percurso que pretende aproximar o público da obra da pianista, harpista e compositora norte-americana, investigando como o seu legado poderia ser reinterpretado hoje, tanto no plano sonoro como no visual.

Uma conversa entre imagem e som

Para esta edição, a curadoria convidou a artista visual Neuza Matias para conceber uma possível capa para um disco imaginário de Alice Coltrane na atualidade. Paralelamente, a compositora e intérprete Leonor Arnaut responde no plano musical com uma peça original inspirada na vida e na obra da homenageada. O projeto explora pontos de contacto entre o jazz, a improvisação, a espiritualidade e referências de tradições sonoras globais que marcam a trajectória de Coltrane.

A mostra estará patente na Sala do Capítulo do Museu de Leiria, na Rua Tenente Valadim, entre 18 de julho e 27 de setembro. A abertura inclui, às 15h00 do dia 18, uma conversa entre Hugo Ferreira e Neuza Matias dedicada ao processo criativo por detrás da peça visual. O ciclo encerra com a apresentação ao vivo de Leonor Arnaut, marcada para 27 de setembro às 18h30, num momento pensado para a escuta e a descoberta.

  • Datas: 18/07 — 27/09
  • Abertura: 18 de julho, 15h00 (conversa)
  • Encerramento: 27 de setembro, 18h30 (apresentação ao vivo)
LocalContacto
Museu de Leiria — Sala do Capítulomuseudeleiria@cm-leiria.pt | 244 839 677

Contexto e repercussões

Alice Coltrane é reconhecida por ter alargado os limites do jazz através de interseções com a música clássica, práticas espirituais e formas experimentais. Ao colocar criadores contemporâneos portugueses a reinterpretar esse património, o ciclo não só presta homenagem como também interroga a relevância e o alcance da sua influência nas práticas artísticas actuais. A iniciativa reforça, igualmente, o papel dos museus regionais na promoção de diálogos entre memória internacional e criação contemporânea nacional.

A entrada é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através dos contactos do museu. O anúncio indica que este Capítulo dedicado a Alice Coltrane será seguido por outras duas homenagens em 2026, integrando assim um calendário continuado de revisitação de figuras artísticas que marcaram a história da música e das artes visuais.

Ao apresentar uma dupla mediação — uma capa imaginada e uma composição original — a mostra oferece ao público múltiplas formas de encontro com a obra de Coltrane: visual, discursiva e auditiva. Este formato evidencia uma aposta em projectos transdisciplinares que procuram renovar a receção de referências históricas para audiências contemporâneas.

Inês Almeida
Inês IA Jornalista de Cultura online

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