Foi inaugurada esta semana, no distrito de Portalegre, a nova rede de rega do aproveitamento hidroagrícola do rio Xévora, um projeto que pretende aumentar a eficiência no uso da água e melhorar a competitividade da agricultura local. O investimento público totaliza 25 milhões de euros e foi financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020).
A intervenção cobre uma área de aprox. 1 560 hectares, integrando uma rede de condutas e equipamentos que permitem a distribuição de água com pressão controlada. Entre os elementos construídos contam‑se cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e a instalação de uma estação elevatória prevista no conjunto do projeto.
Estrutura do investimento e fases do projeto
Segundo informação disponibilizada pelo Governo, o aproveitamento hidroagrícola está a ser executado em três fases. A primeira fase correspondia à construção da barragem do Abrilongo, concluída em 2000. A segunda fase, a da execução da rede de rega, foi consignada em 2025 e culminou agora com esta inauguração. Numa fase subsequente será construída a estação elevatória para optimizar a eficiência energética e a segurança do sistema.
- Área beneficiada: 1 560 hectares
- Extensão das condutas: 44 km
- Hidrantes: 70
- Bocas de rega: 106
- Financiamento: PDR2020 (€25M)
Durante a cerimónia, o ministro da Agricultura e Mar salientou a necessidade de acelerar a execução de investimentos públicos e de compatibilizar competitividade com sustentabilidade ambiental e coesão territorial. A mensagem veio acompanhada da referência ao programa Água que Une como uma iniciativa estruturante para a agricultura e para o território.
"A necessidade de acelerar a execução de investimentos públicos, através de legislação que concilie competitividade, sustentabilidade ambiental e coesão territorial"
Além do aspecto técnico‑operacional, estão previstas medidas de compensação ambiental para minimizar impactos associados à exploração e funcionamento da infraestrutura. O sistema está inserido na bacia do rio Guadiana e é alimentado pela barragem do Abrilongo, cuja existência torna possível a regularização dos caudais necessários ao regadio.
Impacto para agricultores e gestão da água
Para os produtores locais, a modernização do regadio significa menor desperdício de água, distribuição mais fiável e potencial redução de custos energéticos quando a estação elevatória entrar em funcionamento, já que a rede foi desenhada para tirar partido da gravidade sempre que possível. O Governo indica igualmente avanços em eficiência energética, embora a completa optimização dependa da integração final da estação elevatória e de medidas complementares.
Em termos práticos, os agricultores do concelho e da área envolvente poderão beneficiar de calendários de rega mais consistentes, menor vulnerabilidade em anos secos e maior aptidão para culturas que exigem fornecimento regular de água. A concretização destas melhorias deverá também ter reflexos na economia rural, na preservação de postos de trabalho agrícolas e na capacidade de atrair atividades ligadas à transformação e ao agregado de valor local.
| Item | Valor |
|---|---|
| Área abrangida | 1 560 ha |
| Investimento | 25 milhões € |
| Extensão de condutas | 44 km |
| Hidrantes | 70 |
| Bocas de rega | 106 |
O projeto ilustra a aposta do Governo na modernização do regadio como vetor de segurança alimentar, desenvolvimento económico e coesão territorial no Alentejo. A execução completa das fases previstas e a monitorização ambiental serão determinantes para assegurar que os benefícios hidráulicos e económicos se concretizem sem comprometer o equilíbrio dos recursos naturais.