Coimbra registou, em julho, um movimento turístico claramente inferior ao habitual, segundo responsáveis do sector local. Empresários e associações da hotelaria sinalizam uma descida que, em alguns casos, se situa entre as 14% e 17%, e identificam alterações nos custos com combustíveis e tempo instável como factores explicativos.
Impacto imediato no comércio e alojamento
O centro histórico, tradicionalmente animado durante os meses de verão entre a Alta e a Baixa, apresentou menos fluxo de visitantes do que o expectável. No Café Santa Cruz, por exemplo, o mês foi descrito como «
um julho mais calmo do que o habitual», refletindo uma sensação partilhada por operadores de diferentes áreas.
Carlos Catarino, empresário com projectos que vão do parque de campismo às Docas e às Piscinas do Mondego, confirmou a quebra e realçou a perda do mercado espanhol como um dos sinais mais visíveis. Para muitos responsáveis locais, a subida do preço dos combustíveis terá contribuído para reduzir a deslocação de turistas rodoviários.
Eventos como factor compensador
O arranque de agosto beneficiou da realização da Supertaça Cândido de Oliveira entre Porto e Torreense, que contribuiu para enchimentos pontuais: «
Tivemos hotéis, alojamentos locais e restaurantes esgotados. E muitas pessoas até ficaram para o dia seguinte», afirmou José Madeira, da delegação de Coimbra da AHRESP.
Apesar deste impulso, os responsáveis alertam que a recuperação depende da calendarização de eventos que atraiam visitantes e dinamizem a cidade para além de picos esporádicos. A tendência observada desde abril até junho — com quebras face a 2025 — indica que julho não foi um caso isolado.
- Quebra estimada: 14%–17% em julho (relato empresarial).
- Factores apontados: aumento dos combustíveis, condições meteorológicas e menor procura espanhola.
- Sinal positivo: Supertaça impulsionou ocupações no início de agosto.
| Mês | Observação |
|---|---|
| Abril–Junho | Quebras contínuas face a 2025 (relatado pelos operadores) |
| Julho | Resultados aquém do esperado; descida 14%–17% |
| Início de Agosto | Melhorias pontuais associadas à Supertaça |
Para os habitantes e comerciantes de Coimbra, a situação traduz-se em menos movimento nas zonas centrais e em desafios para quem depende fortemente de clientes sazonais. A comunidade empresarial defende uma estratégia concertada de eventos e promoção turística para estabilizar e recuperar os níveis de actividade, sobretudo perante custos correntes que afetam a mobilidade dos visitantes.