A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, deteve um homem de 38 anos considerado o alegado líder de uma organização dedicada ao tráfico de estupefacientes que actuava em vários concelhos do distrito. Segundo as autoridades, a estrutura abastecia pontos de venda nos concelhos de Aveiro, Ílhavo, Albergaria-a-Velha e Estarreja e foi ainda identificada a introdução de drogas no Estabelecimento Prisional de Aveiro.
Operação e antecedentes
A detenção resulta do prosseguimento de uma investigação iniciada com uma primeira intervenção policial em 3 de fevereiro deste ano, que levou já à detenção de três suspeitos e à apreensão significativa de material.
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Haxixe apreendido | ≈ 9 kg |
| Dinheiro apreendido | ≈ 6 000 € |
| Data de operação inicial | 3 de fevereiro |
Os elementos recolhidos pela PJ apontaram para uma organização com capacidade operacional relevante e actividade em larga escala na distribuição de estupefacientes pela região. O homem agora detido já tinha cumprido pena efectiva por tráfico de estupefacientes, referem as autoridades.
Medidas judiciais e investigação
Após ser presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal da Comarca de Aveiro, o suspeito teve aplicada a medida de coação mais gravosa: encontra-se em prisão preventiva. O inquérito está a ser dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Aveiro, que procura apurar a extensão das actividades do grupo e a eventual participação de outros envolvidos.
- Operação conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro.
- Apreensões anteriores incluíram cerca de 9 kg de haxixe e aproximadamente 6 000 € em numerário.
- Investigação visa também averiguar introdução de droga no Estabelecimento Prisional de Aveiro.
Para os residentes dos concelhos afectados, a investigação e as detenções representam uma resposta das autoridades a redes que abastecem o consumo local e podem ter implicações na segurança e nos níveis de criminalidade. O prosseguimento do inquérito deverá clarificar ligações, rotas de abastecimento e eventuais demais suspeitos, informação que terá repercussões práticas nas estratégias policiais e judiciais na região.
As autoridades não divulgaram, até ao momento, mais pormenores sobre as identidades dos outros arguidos detidos na operação de fevereiro ou sobre diligências futuras, remetendo para o curso do processo penal e para órgãos competentes a emissão de comunicados adicionais.