Plano funcional será discutido com partidos, conselho e câmaras
O Governo dos Açores vai apresentar, na próxima sexta-feira, o Plano Funcional do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) aos partidos com assento parlamentar, estendendo a exposição ao Conselho de Ilha de São Miguel e às autarquias locais. O documento resulta do trabalho de equipa técnica e de diálogo com o corpo clínico e a administração do hospital e fixa as bases para a recuperação total e a ampliação das respostas hospitalares em Ponta Delgada, depois do incêndio que, em 04 de maio de 2024, obrigou à evacuação e à instalação de estruturas modulares de recurso.
Segundo o Executivo regional, o plano teve um processo de elaboração marcado pela participação dos profissionais da unidade e por uma base técnica que orientou as opções agora consignadas. As linhas gerais divulgadas apontam para um aumento da capacidade de internamento de 437 para 500 camas, além de uma reorganização funcional que visa modernizar fluxos assistenciais e instalações.
“O programa funcional obedece ao princípio do ‘3R’ – reparação, redimensionamento e reorganização funcional”
O presidente do Governo dos Açores enquadrou a intervenção no HDES como uma oportunidade para concretizar uma recuperação integral, tratando a intervenção como a criação de um novo equipamento hospitalar, aproveitando o compromisso financeiro assumido pelo Governo da República. O documento já foi apresentado internamente aos profissionais e será disponibilizado para consulta pública, anunciou o Governo, para garantir transparência nesta fase preparatória que antecede o projeto preliminar.
Para os moradores de Ponta Delgada e de São Miguel, as principais consequências práticas deste plano prendem-se com a ampliação da capacidade de internamento, a reorganização de serviços e a expectativa de que a reabilitação permita retomar e melhorar circuitos assistenciais interrompidos pelo sinistro. A existência de mecanismos de participação política e local — através de partidos, conselho insular e autarquias — pretende dar resposta a preocupações de planeamento, acessibilidade e continuidade de cuidados.
Os prazos concretos para a elaboração do projeto, adjudicação e execução das obras não foram detalhados na comunicação pública mais recente, sendo que a disponibilização do plano para consulta servirá igualmente para recolher contributos antes da fase seguinte do processo. Enquanto decorre a preparação do projeto, mantém-se a estrutura modular montada após o incêndio, criada para assegurar a continuidade dos serviços essenciais.
- Capacidade de internamento: de 437 para 500 camas.
- Princípio orientador: reparação, redimensionamento e reorganização funcional ("3R").
- Transparência: plano será disponibilizado para consulta pública e apresentado a entidades locais.
| Item | Valor/Estado |
|---|---|
| Data do incêndio | 04 de maio de 2024 |
| Capacidade antes | 437 camas |
| Capacidade prevista | 500 camas |
O desenvolvimento do Plano Funcional e a sua discussão com os agentes políticos e locais constituem etapas determinantes para o desenho do projeto arquitetónico e para o calendário de intervenção. Para os utentes, profissionais de saúde e autoridades locais de Ponta Delgada, a expectativa centra-se em que a proposta traduzida no papel se converta rapidamente em obra e em melhores condições de resposta do principal hospital da região.