Foi assinada a consignação da empreitada que vai instalar infraestruturas fotovoltaicas no Porto de Aveiro, num investimento que totaliza 972.748,00 euros. A intervenção, adjudicada à empresa Elísio Paulo & Azevedo, Lda., integra uma estratégia do porto para aumentar a produção renovável destinada a autoconsumo, diminuindo a dependência da rede elétrica pública e o impacto ambiental das suas operações.
Financiamento e enquadramento
O projecto conta com apoio do Fundo Ambiental e é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do instrumento Europeu NextGenerationEU, com um montante aprovado de 499.946,99 euros no âmbito do Projeto n.º 73 (ACC/CER). Esta comparticipação permite reduzir o esforço financeiro direto ao porto e enquadra a obra nas metas do Pacto Ecológico Europeu e da Lei de Bases do Clima.
Objectivos práticos e impacto local
A instalação dos sistemas fotovoltaicos procura sobretudo:
- incrementar a produção de energia renovável para consumo interno do porto;
- reduzir os custos associados ao consumo eléctrico das infraestruturas portuárias;
- contribuir para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa do complexo portuário.
Para as empresas e trabalhadores que utilizam as infraestruturas do porto, espera-se uma melhoria na resiliência energética e uma eventual contenção de custos decorrente da menor dependência da rede pública. A iniciativa coloca o Porto de Aveiro numa trajectória mais sustentável, em linha com objectivos nacionais de neutralidade carbónica até 2050 e metas intermédias para 2030 e 2040.
Dados financeiros
| Item | Montante (€) |
|---|---|
| Investimento total | 972.748,00 |
| Cofinanciamento PRR / NextGenerationEU | 499.946,99 |
A empreitada corresponde aos Lotes 1, 3 e 4 e marca o arranque de obras consideradas estratégicas para a transição energética do porto. A Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.) sublinha que a iniciativa visa promover uma gestão mais eficiente dos recursos e aumentar a sustentabilidade das operações portuárias.
Na prática, trata-se de um passo concreto para reduzir a pegada ambiental do porto e melhorar a independência energética do território portuário, com benefícios potenciais para a economia local e para a qualidade ambiental da região.