Reforço de socorro é considerado essencial para as freguesias do Topo
O Partido Socialista dos Açores reafirmou a necessidade de repor o serviço noturno de emergência pré‑hospitalar no Topo, concelho da Calheta, na ilha de São Jorge, responsabilidade que nos últimos 30 anos foi assegurada pelos Bombeiros da Calheta e que, segundo o partido, é determinante para a segurança dos residentes e visitantes.
Isabel Teixeira, deputada eleita por São Jorge, salientou as limitações impostas pela geografia e pelas acessibilidades das duas freguesias envolvidas, defendendo que é nesses territórios periféricos que os serviços públicos assumem maior importância. A parlamentar recordou também a ausência de hospital na ilha, o que aumenta a dependência de evacuações e de respostas rápidas em situações críticas.
“estamos a falar de duas freguesias periféricas na ilha de São Jorge, com condicionantes geográficas próprias e acessibilidades nem sempre fáceis, sendo precisamente nestes territórios que os serviços públicos assumem maior relevância”
O PS/Açores sublinha que, quando uma ambulância tem de percorrer dezenas de quilómetros desde a Calheta até ao Topo, não só se alongam os tempos de resposta nessa ocorrência como se criam constrangimentos na capacidade de atender outras situações em simultâneo. A argumentação centra‑se na ideia de que minutos podem ser decisivos e que a distância não deve traduzir‑se em desvantagem no acesso ao socorro.
Como alternativa à procura de responsáveis, o partido pede um esforço concertado entre as entidades locais e regionais para encontrar soluções sustentáveis. As organizações indicadas incluem a Associação de Bombeiros, o Município da Calheta, o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores e o Governo Regional. O objetivo anunciado é identificar medidas concretas que reforcem a capacidade de resposta no terreno.
- Risco acrescido de atrasos nas evacuações face à ausência de serviço noturno local.
- Impacto direto na segurança de residentes e de quem visita a ilha.
- Pedido de coordenação entre associações de bombeiros, autarquia e autoridade regional de proteção civil.
Para além da apelação política, a discussão coloca questões práticas para os habitantes do Topo e das freguesias envolvidas: qual o modelo de serviço mais adequado (voluntariado reforçado, base operacional noturna, parceria público‑privada), de que meios adicionais há necessidade e como serão garantidos os recursos humanos e logísticos para uma cobertura contínua. Estas respostas dependem da concertação entre os intervenientes referidos e da disponibilidade de financiamento e operacionais por parte do Governo Regional.
| Entidade | Papel sugerido |
|---|---|
| Associação de Bombeiros | Disponibilidade de meios e pessoal operacional |
| Município da Calheta | Coordenação local e apoio logístico |
| Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros | Planeamento e distribuição de recursos |
| Governo Regional | Financiamento e políticas de saúde/resposta |
O apelo do PS/Açores destaca não só uma falha de serviço que afeta rotinas e emergências médicas, mas também a necessidade de garantir que a dispersão geográfica das comunidades não se traduza em fragilização do direito à segurança. Cabe agora às entidades referidas propor um plano operacional detalhado que restitua rapidamente uma capacidade de resposta adequada às especificidades de São Jorge.