O PSD do distrito de Setúbal voltou a reivindicar a inclusão da ligação marítima entre Setúbal e Tróia no sistema tarifário do passe Navegante, argumentando que a medida contribuiria para um acesso mais económico e sustentável à península e para a redução da pressão sobre as praias da Arrábida.
Pedido feito após reunião com administradores portuários
Segundo o partido, o pedido foi discutido numa reunião com o presidente do Conselho de Administração comum à Administração do Porto de Lisboa e à Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS). O PSD sustentou que a adoção do passe Navegante na travessia responderia às necessidades de quem trabalha entre as margens do Sado e de quem procura a zona costeira para lazer.
"Já é tempo de se encontrar uma solução sustentável e definitiva para a ligação entre as duas margens do Sado"
Na nota divulgada, os sociais‑democratas apontaram que a medida beneficiaria tanto a Área Metropolitana de Lisboa como o Litoral Alentejano, ao facilitar deslocações interregionais e harmonizar tarifas. O passe Navegante, recorde‑se, é um título que permite deslocações na região metropolitana cobrindo os transportes públicos regulares nos 18 municípios da AML.
- Objetivo: tornar a travessia mais acessível para trabalhadores e veraneantes.
- Impacto esperado: aliviar a pressão nas praias da Arrábida e promover opções mais amigas do ambiente.
- Contexto administrativo: APSS está a avaliar o enquadramento futuro da concessão do transporte fluvial.
Contexto e consequências locais
A inclusão da travessia no Navegante implica alterações contratuais e tarifárias na concessão atualmente em vigor para o serviço fluvial entre Setúbal e Tróia. O PSD recorda que há anos sinaliza a falta de acessibilidade, tanto às praias da Arrábida como às de Tróia, e defende que uma solução integrada reduziria custos para utentes regulares e criaria maior previsibilidade para operadores.
As autoridades centrais já admitiram que estão a avaliar alterações à concessão, incluindo a possibilidade de integração no sistema Navegante. Qualquer alteração terá de ser negociada entre o Estado, a APSS e o concessionário e deverá ter em conta aspetos como a sustentabilidade financeira do serviço, os impactos na procura e a manutenção da frequência das ligações, fatores cruciais para trabalhadores e operadores turísticos.
| Elemento | Estado atual |
|---|---|
| Concessão do transporte fluvial | Em avaliação pela APSS |
| Integração no passe Navegante | Proposta pelo PSD; em estudo pelo Governo |
Para os residentes do concelho de Setúbal e municípios vizinhos, a mudança poderá traduzir‑se em bilhetes mais baratos e em maior regularidade de utilização da travessia, tornando prático o deslocar diário para trabalho ou lazer sem depender exclusivamente do transporte rodoviário. Do ponto de vista ambiental, a promoção do transporte coletivo fluvial alinharia com objetivos de redução do tráfego automóvel nas zonas costeiras.
O processo segue agora em sede administrativa, com a APSS a analisar o enquadramento futuro da concessão e a reportar propostas ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação, que já reconheceu estar a estudar soluções para melhorar acessibilidades e tarifas.