Recriação histórica mobiliza freguesia e associações
O Largo de São Francisco, em Real (Braga), foi palco, ao longo do fim‑de‑semana, da feira quinhentista organizada pela União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe para assinalar os 500 anos da freguesia. No adro da igreja, tendas de várias colectividades — incluindo associações de pais e escuteiros — venderam produtos alimentares e artesanais, enquanto grupos e artistas deram corpo às representações históricas.
O programa incluiu um cortejo histórico com figurantes trajados a rigor, actuações de gaitas de foles, malabaristas e equilibristas, além de espectáculos de fogo e outras performances que pretendem ilustrar práticas e formas de entretenimento de há meio milénio.
Identidade local e dinamização social
Para o presidente da União de Freguesias, Adolfo Reis, a iniciativa visa reforçar a identificação da população com a história local e potenciar a presença de visitantes: "Queremos que sintam que Real está a fazer 500 anos, mas que também fazem parte desta festa." O autarca sublinhou que a feira foi pensada mais elaborada este ano, com mais figurantes e um leque alargado de actividades dirigidas a diferentes públicos.
“Esta freguesia está a comemorar os 500 anos, queremos continuar a celebração e que as forças vivas estejam presentes, que possam continuar a mostrar à população aquilo que fazem e é também mais um trabalho para eles. É uma feira que nos identifica.” — Adolfo Reis
A organização realçou ainda o papel central da Igreja na celebração das memórias locais, recordando figuras históricas como São Frutuoso, arcebispo de Braga, e agradeceu a cedência das instalações por parte da paróquia.
Participação das forças vivas e oferta cultural
Representantes das associações locais assumiram um papel activo na feira. Ângela Silva, educadora social do Centro de Convívio Sénior de Real, explicou a importância destas iniciativas para a comunidade sénior e para a divulgação das actividades que ali se desenvolvem. Segundo Ângela Silva, o centro acolhe diariamente entre 45 a 50 utentes e, no evento, apresentou trabalhos manuais e actividades de estimulação cognitiva promovidas por voluntários.
- Recriação com cortejo histórico, música e artistas de rua
- Presença de colectividades locais com tasquinhas e produtos artesanais
- Actividades dirigidas a seniores, jovens e famílias
Resultados e expectativas
Os responsáveis esperam que a feira cresça nos próximos anos, atraindo visitantes de fora e contribuindo para uma maior visibilidade da freguesia. A aposta em mais figurantes e em animações diversificadas pretende transformar a comemoração dos 500 anos numa marca identitária duradoura, capaz de potenciar o turismo cultural e fortalecer laços comunitários.
| Elemento | Dados mencionados |
|---|---|
| Idade da freguesia | 500 anos |
| Utentes do Centro de Convívio Sénior | 45–50 por dia |
Ao colocar a memória e o trabalho das associações locais no centro da programação, a feira quinhentista de Real pretende não só celebrar um marco temporal, mas também afirmar uma estratégia de valorização cultural que envolve instituições, voluntariado e comunidade religiosa.