Mercados asiáticos recuperam com força das tecnológicas
As principais praças da Ásia fecharam em alta numa sessão que interrompeu uma sequência de quedas, impulsionadas sobretudo pela recuperação das ações de tecnologia na China e pela descida dos preços do petróleo após gestos diplomáticos no Oriente Médio. O movimento trouxe alívio aos investidores e devolveu parte das perdas acumuladas nas últimas sessões.
O índice MSCI da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, avançou mais de 2%, enquanto o Japão registou um ganho notável: o Índice Nikkei subiu 3,3%, para 66.232,19 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi encerrou o dia em alta de 3,6%, aos 6.747,95 pontos, beneficiando da recuperação dos títulos ligados a tecnologia e a semicondutores.
Em território chinês, os ganhos foram ainda mais salientados. O Xangai Composto subiu 1,8%, fixando-se em 3.864,37 pontos, enquanto o CSI 300 — que agrega as principais empresas cotadas no continente — avançou 3,1%. O STAR 50, índice focado em empresas tecnológicas de Xangai, destacou-se com uma subida diária de 10,8%, a maior desde outubro de 2024, após ter aberto o pregão em território negativo.
| Índice | Variação | Nível |
|---|---|---|
| Nikkei (Japão) | +3,3% | 66.232,19 |
| Kospi (Coreia do Sul) | +3,6% | 6.747,95 |
| Xangai Composto (China) | +1,8% | 3.864,37 |
| CSI 300 (China) | +3,1% | — |
| STAR 50 (Xangai) | +10,8% | — |
Os títulos de semicondutores foram os maiores vencedores no mercado chinês: o subíndice deste sector no CSI 300 avançou 12,2%. O ChiNext, que agrupa startups e empresas tecnológicas de menor capitalização, também teve uma sessão forte, com subida de 5,7%. Em Hong Kong, as tecnológicas exibiram ganhos mais modestos, e o Hang Seng ficou praticamente estável, aos 25.132,29 pontos.
Analistas citados acompanharam a sessão com a leitura de que o interesse em inteligência artificial continua a sustentar expectativas elevadas para o sector tecnológico. A nova vaga de resultados trimestrais será observada com atenção, para perceber se os lucros corroboram o entusiasmo dos investidores e legitimam avaliações mais altas.
Para além dos dados corporativos, os mercados aguardam sinais políticos: a reunião do Politburo do Partido Comunista Chinês, prevista para o final de julho, é vista como um momento chave que poderá clarificar a agenda económica para a segunda metade do ano. Investidores procuram confirmações de medidas de apoio que visem contrariar a desaceleração do crescimento, a fraqueza do consumo e as tensões nas finanças dos governos locais.
Impacto e perspetivas
- Recuperação das tecnológicas pode reforçar apetites por risco, especialmente em títulos ligados à IA e semicondutores.
- Os próximos balanços corporativos serão cruciais para validar a continuidade dos ganhos.
- Decisões políticas chinesas no fim de julho podem redefinir o sentimento de mercado para o segundo semestre.
Embora a sessão tenha trazido folga aos mercados, persiste a sensibilidade a factores externos — desde o preço do petróleo às decisões políticas internas na China — que poderão inverter rapidamente o ímpeto se surgirem notícias negativas. Para investidores em tecnologia, a leitura prudente dos resultados e dos sinais políticos será determinante nas próximas semanas.