Porto regista retoma da actividade após meses difíceis
O porto da Figueira da Foz assinalou uma recuperação da sua actividade no segundo trimestre do ano, com um crescimento de 5,35% face ao período homólogo, segundo comunicado divulgado pela administração portuária. Após um primeiro trimestre condicionado por episódios de mau tempo e pelos encerramentos sucessivos da barra, os indicadores mais recentes apontam para uma inversão da tendência e para uma retoma gradual das operações.
A melhoria das condições de navegabilidade permitiu, de acordo com a administração, a entrada de navios no Terminal de Granéis Sólidos com calados até 7 metros, acima do limite até então praticado de 6,5 metros, desde que a altura da ondulação não exceda 1,5 metros. Esta alteração operacional é considerada relevante para reforçar a competitividade do porto e ampliar a sua capacidade de resposta às necessidades dos operadores.
“Os primeiros meses do ano colocaram desafios significativos a toda a comunidade portuária. Operadores, agentes de navegação, empresas, trabalhadores e restantes parceiros enfrentaram este período com grande resiliência, compreensão e espírito de colaboração, permitindo minimizar os impactos de uma situação excecional.”
Impactos locais e próximos passos
Para a cidade e a região, a retoma da actividade portuária traduz-se em efeitos directos na cadeia logística, no emprego ligado às operações portuárias e na atracção de novos fluxos de carga. A administração antevê um terceiro trimestre positivo, sustentado pela estabilização das condições de navegabilidade e pela recuperação gradual da actividade comercial.
- Recuperação de 5,35% na actividade no 2.º trimestre.
- Calado máximo operacional no terminal: 7 m (condicionado a ondulação ≤ 1,5 m).
- Obras de aprofundamento da barra e canal retomadas em abril após suspensão.
As intervenções de aprofundamento da barra, do canal de navegação e da bacia de manobras iniciaram-se em janeiro de 2025 e sofreram uma interrupção por decisão da Agência Portuguesa do Ambiente, tendo sido retomadas em abril. O cronograma inicial previa a conclusão das obras em julho, informação que a administração divulgou ao esclarecer o enquadramento das operações.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Crescimento da actividade (2.º trimestre) | 5,35% |
| Calado praticável (Terminal de Granéis Sólidos) | 7 m (antes 6,5 m) |
| Limite de ondulação para calado máximo | 1,5 m |
A administração sublinha a colaboração entre operadores, agentes de navegação, empresas e trabalhadores durante o período mais marcado pelas dificuldades. Para os residentes e empresas da Figueira da Foz, a estabilização das acessibilidades marítimas e a potencial atração de novas escalas poderão significar maior dinamismo na actividade portuária e nos sectores dependentes das exportações e importações regionais.