Obras anunciadas para o troço da EN243 que ruiu após a tempestade Kristin
A reposição do troço da EN243 afectado pela derrocada na zona de Alcaria, em Porto de Mós, deverá começar apenas no quarto trimestre de 2026, segundo informação fornecida pela Infraestruturas de Portugal (IP) ao JORNAL DE LEIRIA. A intervenção, que visa repor a plataforma rodoviária danificada pela tempestade Kristin, tem previsão de conclusão ao longo do primeiro semestre de 2027 e um investimento estimado em cerca de 1,5 milhões de euros.
O troço afectado obrigou ao encerramento da via entre Porto de Mós e Mira de Aire, condicionando a circulação local e exigindo desvios que têm impacto no quotidiano de residentes, agricultores e empresas da área. A dimensão do aluimento foi tal que chegou a ser ponderada a colocação de uma ponte provisória pelo Exército, solução que acabou por não ser viável dadas as características do terreno e a extensão dos danos.
- Data prevista de início: 4.º trimestre de 2026
- Previsão de conclusão: 1.º semestre de 2027
- Investimento estimado: c. €1,5 milhões
- Motivo dos danos: tempestade Kristin (derrocada/aluimento)
A IP afirma que decorre o processo de contratação da empreitada que inclui a reposição da plataforma rodoviária. Em termos práticos, significa que a população e os utentes da estrada terão de esperar ainda vários meses até à reabertura completa do troço, período durante o qual continuam a vigorar as alterações de trânsito e os desvios instalados pelas autoridades.
“Prevê-se que a obra tenha início no quarto trimestre de 2026 e que esteja concluída durante o primeiro semestre de 2027.”
Para os moradores e comerciantes locais, a demora no arranque das obras constitui uma preocupação diária. Além dos constrangimentos de circulação, a ligação rodoviária é fundamental para o acesso a serviços, escoamento de produção local e turismo na região de Mira de Aire, conhecida pelas suas grutas e pelas rotas naturais.
O calendário anunciado pela IP coloca a empreitada num quadro que permitirá preparar a intervenção com critérios técnicos e de segurança, mas também adia a resolução de um problema que já interrompeu fluxos e gerou custos indiretos. A dimensão do investimento — cerca de €1,5 milhões — reflecte a complexidade da obra de estabilização e da reconstrução da plataforma, incluindo possíveis trabalhos de contenção e drenagem associados a aluimentos em taludes.
| Etapa | Prazo |
|---|---|
| Contratação da empreitada | Em curso |
| Início das obras | 4.º trimestre de 2026 |
| Previsão de conclusão | 1.º semestre de 2027 |
| Custo estimado | c. €1,5 milhões |
Até lá, as autoridades locais e a IP mantêm a necessidade de circulação alternativa e de monitorização do troço afetado. Para os utentes, a recomendação é que planeiem percursos alternativos e consultem actualizações oficiais sobre condicionamentos e prazos, uma vez que eventuais atrasos ou ajustes ao projecto poderão influenciar a data de reabertura.