A Federação de Futebol da Eslovénia anunciou esta segunda-feira o término da carreira de Slavko Vincic, árbitro que esteve no centro das atenções ao dirigir a final do Mundial2026 entre Espanha e Argentina, disputada nos Estados Unidos. Vincic, de 46 anos, encerra assim uma trajectória que o levou aos patamares mais altos da arbitragem mundial.
Carreira coroada pela final do Mundial
Segundo a nota divulgada na página oficial da federação, Vincic pôs fim à sua carreira uma semana depois da final do Campeonato do Mundo, partida que constituiu «o ponto mais alto na carreira deste árbitro». A instituição salienta que a nomeação para a final consolidou o estatuto de Vincic como um dos melhores árbitros da história.
Distinções e marcos internacionais
Ao longo da sua carreira, Vincic recebeu várias distinções. A International Federation of Football History & Statistics (IFFHS) considerou-o o melhor árbitro do Mundial2026, destacando o «controlo disciplinar claro e firme que caracteriza a arbitragem de elite». Em Itália, foi ainda galardoado com o prémio Giulio Campanati pela sua prestação no campeonato do Mundo.
"Ao dirigir a final do Mundial2026, Vincic consolidou o seu estatuto como um dos melhores árbitros da história."
Principais finais dirigidas
O currículo de Vincic inclui também nomeações para finais e jogos decisivos em competições europeias:
- Final da Liga dos Campeões 2024, entre Real Madrid e Borussia Dortmund (2-0).
- Final da Liga Europa 2022, entre Eintracht Frankfurt e Rangers (1-1, 5-4 nas grandes penalidades).
| Evento | Partida | Resultado |
|---|---|---|
| Final Mundial2026 | Espanha vs Argentina | 1-0 |
| Final Liga dos Campeões 2024 | Real Madrid vs Borussia Dortmund | 2-0 |
| Final Liga Europa 2022 | Eintracht Frankfurt vs Rangers | 1-1 (5-4 gp) |
Legado e impacto
A despedida de Vincic evidencia a passagem de um árbitro que marcou presença regular nas principais competições da UEFA e da FIFA desde 2010. A Federação eslovena realça que a sua nomeação para a final do Mundial torna-o no primeiro árbitro da Eslovénia a dirigir uma final de um Campeonato do Mundo, um marco significativo para o país e para a carreira do juíz.
O anúncio formaliza o encerramento de quase três décadas de percurso na arbitragem, deixando um legado de intervenções em jogos de grande exigência e decisões que, pela sua visibilidade, foram amplamente analisadas ao longo do último Mundial.