Recriação histórica e movimento económico no coração da cidade
Entre 17 e 19 de julho, o centro histórico de Coimbra voltou a transformar-se para acolher a realização da sua tradicional feira medieval, que celebrou a 31.ª edição. O evento estendeu-se pelo Largo da Sé Velha, o Quebra-Costas e o Pátio do Castilho, locais que centraram a atenção dos milhares de visitantes que percorreram os circuitos temáticos ao longo do fim de semana.
A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Coimbra em parceria com várias entidades locais, apresentou um programa diversificado sob o mote “Coimbra Capital do Reino – Séc. XII”. A proposta procurou recriar ambientes e vivências medievais e foi desenhada para públicos de todas as idades, com atividades espalhadas por equipamentos culturais, como o Museu Nacional de Machado de Castro, a Torre de Almedina e o Núcleo Museológico da Santa Casa da Misericórdia.
Ao longo dos três dias houve animação permanente: figurantes, música, danças, demonstrações de falcoaria, treinos de armas, acrobacias, teatro de fogo e cortejos. A presença de comerciantes, associações e expositores locais contribuiu para a boa recetividade do público e para a dinamização da atividade mercantil na área envolvente, reforçando o papel do evento como fator de atração turística e económico para a baixa da cidade.
Para além da componente lúdica e de espetáculo, a programação incluiu propostas dirigidas a públicos específicos e ações em espaços patrimoniais, procurando articular entretenimento com salvaguarda e valorização do património histórico. A colaboração entre a autarquia, instituições culturais e entidades de formação — nomeadamente a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra — foi determinante para a coesão do programa.
O impacto prático para os habitantes e comerciantes foi visível: a afluência reforçou a movimentação no comércio local e nos serviços de restauração, enquanto a ocupação dos espaços culturais favoreceu circuitos turísticos que beneficiam a cidade fora dos grandes picos do verão. O sucesso da edição assinala a continuidade de um certame que é, segundo registos municipais, a mais antiga iniciativa do género em Portugal.
Os responsáveis pela organização destacaram a cooperação institucional na preparação do evento, que envolveu também a Diocese de Coimbra, os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra e a União das Freguesias de Coimbra. A fórmula manteve-se: rigor na recriação e diversidade de ofertas, elementos que atraem tanto residentes como visitantes.
- Datas: 17 a 19 de julho
- Locais: Largo da Sé Velha, Quebra-Costas, Pátio do Castilho
- Temática: Coimbra Capital do Reino – Séc. XII
- Parcerias: Câmara Municipal, Museu Nacional de Machado de Castro, Escola de Hotelaria e Turismo, Diocese e outras
| Elemento | Relevância |
|---|---|
| Afusão de público | Alta — milhares de visitantes |
| Impacto económico local | Positivo — aumento de vendas e movimento |
| Valorização patrimonial | Elevada — atividades em museus e monumentos |
Esta edição confirma a capacidade da feira para atrair público e gerar benefícios locais, mantendo-se uma peça central do calendário cultural de Coimbra. Para residentes e comerciantes, a feira representa uma oportunidade de visibilidade e procura adicional; para visitantes, uma porta de entrada para a história urbana e o património que a cidade promove.