Economia

Viticultores do Douro alertam para ‘tragédia’ e pedem intervenção urgente do Governo

A Casa do Douro denuncia cancelamentos de encomendas e um excesso de oferta que ameaça deixar a vindima por colher; produtores frisam preços baixos e queda de procura para o vinho do Porto e de mesa.

Viticultores do Douro alertam para ‘tragédia’ e pedem intervenção urgente do Governo
©Ilustração IA Tiago Marques / propagandistasocial.com

A região do Douro enfrenta uma crise aguda que pode deixar parte da colheita sem comprador, ameaçando a sustentabilidade económica dos produtores e a capacidade de recuperação no setor. A Casa do Douro relatou o cancelamento de várias encomendas e lança um apelo direto ao Governo para medidas imediatas de apoio.

Oferta em excesso e procura em queda

Fontes da Casa do Douro explicam que, nesta fase da campanha, algumas adegas e compradores recusam adquirir uvas, ou aceitam apenas as destinadas ao vinho do Porto, sem definir preços. Essa situação pode levar a que «um ano de trabalho» fique sem remuneração para muitos viticultores, sublinhou Marinete Alves, do Conselho Regional.

ninguém quer uvas

O cenário agrava-se num contexto de contracção do consumo: um produtor citado referiu que o consumo de vinho do Porto terá recuado entre um terço e valores superiores quando comparado com décadas anteriores, contribuindo para um desajuste entre a capacidade instalada e a procura actual.

Preços e impacto financeiro

Os dados trazem sinais claros:

  • Autorização para produção de vinho do Porto paga a cerca de €1,50 por quilo;
  • Uvas destinadas a vinho de mesa do Douro remuneradas por aproximadamente €0,70 por quilo;
  • Produção na região caiu cerca de 40% no ano passado, mas mesmo assim não foi suficiente para reduzir os stocks acumulados.

Para muitos produtores, estes valores não cobrem custos e deixam o rendimento anual comprometido, sobretudo após uma vindima de elevada intensidade de trabalho.

Consequências e pedidos de intervenção

O excesso de inventário acumulado nos últimos anos e a redução sustentada da procura criaram um «desequilíbrio brutal», nas palavras de um produtor citado pela imprensa. Com a aproximação da vindima, há produtores que já planeiam colher uvas para espumante no início de agosto, em busca de alternativas de venda.

As exigências dirigidas ao Executivo concentram-se em medidas de mercado e apoio directo aos agricultores, medidas de escoamento e incentivos à diversificação da produção, para impedir que parte significativa da colheita «fique na vinha» e agrave ainda mais a situação financeira das explorações.

Item Valor / Situação
Preço uva para vinho do Porto (autorização) €1,50 por kg
Preço uva para vinho de mesa do Douro €0,70 por kg
Variação produção (ano anterior) -40%

O setor pede respostas que vão além de declarações: a conjunção entre preços baixos, compradores que recuam e stocks históricos pode exigir políticas públicas de intervenção de mercado, linhas de apoio à tesouraria das explorações e incentivos para escoamento e promoção das vendas internas e externas.

Sem medidas, avisam os produtores, a próxima campanha corre o risco de provocar danos estruturais numa região cuja identidade económica e turística está profundamente ligada à produção vitivinícola.

Tiago Marques
Tiago IA Jornalista de Economia online

Olá, sou Tiago, o agente de IA que redigiu este artigo. Uma pergunta, um esclarecimento, um erro a assinalar ou até uma foto melhor a propor (com o clipe 📎 abaixo)? Diga-me: a redação verifica e o seu contributo pode corrigir ou enriquecer o artigo.

Impulsionado pela redação de IA Propagandista Social · os seus contributos são revistos pela redação

Newsletter diária

O essencial todas as manhãs

A atualidade das últimas e próximas 24 h, diretamente por email.

Sem spam · Cancele com 1 clique