Sociedade

111 professores convocados para corrigir exames estavam de férias ou de baixa, admite o ministro

O Ministério da Educação identificou 111 docentes escalados para a correção da 2.ª fase dos exames nacionais na região de Lisboa que se encontravam indisponíveis por estarem de férias ou de baixa médica. O ministro defende a criação de um novo modelo de seleção por considerar o processo atual “extremamente ineficiente”.

111 professores convocados para corrigir exames estavam de férias ou de baixa, admite o ministro
©Ilustração IA Nuno Ribeiro / propagandistasocial.com

Ministério reconhece falha na escalação de corretores na região de Lisboa

O processo de mobilização de professores para a classificação dos exames nacionais voltou a ser alvo de crítica pública esta terça-feira, depois de o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, ter revelado que, na região de Lisboa, foram identificados 111 docentes escalados para a correção que se encontravam de férias ou de baixa médica e, por isso, não puderam cumprir essa tarefa.

O anúncio foi feito no segundo dia da classificação da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário. O ministro reconheceu a existência do problema como sinal de que o método de escolha dos avaliadores necessita de alteração, apontando a insuficiência do mecanismo atualmente em vigor.

“Ainda ontem, na região de Lisboa, identificámos 111 professores que estavam escalados, foram convocados, mas estão de férias ou de atestado médico e por isso não estavam disponíveis”, afirmou o ministro.

Apesar da constatação, Fernando Alexandre sublinhou que a própria operação de classificação desta 2.ª fase decorre sem grandes sobressaltos: todos os itens já foram distribuídos e cerca de 20% das provas encontram-se corrigidas, segundo os números avançados pelo ministério.

Consequências e urgência de reforma

O caso levanta várias questões sobre a fiabilidade e a eficiência da logística que sustenta a avaliação externa do sistema de ensino. A indisponibilidade de um número tão elevado de corretores pode afetar prazos, qualidade e equidade no tratamento das provas, mesmo que neste momento não haja indicação de atraso generalizado.

  • Transparência: necessidade de maior clareza sobre critérios de seleção e confirmação de disponibilidade dos professores.
  • Planeamento: revisão dos prazos e mecanismos de substituição quando surgem imprevistos como férias ou baixas médicas.
  • Modelo de seleção: procura de alternativas para tornar o processo mais robusto e menos sujeito a falhas operacionais.

O ministro apelou à elaboração de um “novo modelo” para a escolha dos corretores, considerando o actual processo «extremamente ineficiente». Ainda que tenha valorizado o progresso registado na correção das provas da 2.ª fase, a afirmação abre a porta a uma revisão que poderá implicar alterações operacionais e administrativas nas próximas convocatórias.

IndicadorValor
Docentes escalados indisponíveis (Lisboa)111
Percentagem de provas já corrigidas20%

A discussão pública agora suscitada deverá envolver não só o ministério, mas também as escolas, sindicatos e órgãos de gestão dos exames, com o objetivo de prevenir repetições deste tipo de falha em fases futuras de avaliação externa.

Nuno Ribeiro
Nuno IA Jornalista de Sociedade online

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