O Monte de São Julião, na freguesia da Branca, concelho de Albergaria‑a‑Velha, vai ser alvo de um projecto de valorização patrimonial cujo concurso público foi recentemente publicado no Diário da República. O valor base da intervenção é de 165 000 €, inserindo‑se no programa «Regenerar Territórios – Incêndios 2024».
Intervenção e parceiros
O projecto resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Albergaria‑a‑Velha, o Centro de Arqueologia de Arouca, a Associação BioLiving e o Loci Studio. Surge na sequência de trabalhos de investigação arqueológica iniciados no local em 2014, depois da aquisição pela autarquia do terreno principal onde se situam as ruínas estudadas.
A intervenção prevista visa não só proteger e exibir os vestígios já conhecidos — entre os quais uma mamoa (túmulo), a parede ocidental e duas pedreiras — como também valorizar a área de floresta nativa adjacente e um lago temporário existente no local.
- Criação de uma área de acolhimento para visitantes;
- Implantação de percursos pedonais e melhoria da acessibilidade;
- Instalação de painéis interpretativos e bancos em granito local;
- Exposições de amostras geológicas nos pontos de interesse.
O projecto prevê, segundo a descrição disponibilizada, a instalação de oito painéis interpretativos em cada um dos pontos identificados, bem como a colocação de bancos em granito extraído localmente.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Valor base do concurso | 165 000 € |
| Programa | Regenerar Territórios – Incêndios 2024 |
| Parcerias | Câmara de Albergaria‑a‑Velha; Centro de Arqueologia de Arouca; Associação BioLiving; Loci Studio |
Os vestígios do Monte de São Julião remetem para o final da Idade do Bronze, há cerca de 3 000 anos, sendo a sua importância arqueológica confirmada já na década de 1990, altura em que operações de plantação trouxeram à superfície materiais e estruturas que motivaram escavações subsequentes.
Para os habitantes e agentes locais, o projeto representa uma oportunidade de reforçar a oferta cultural e turística do concelho, aumentar a qualidade de fruição do património e promover a utilização de materiais e técnicas locais — como o granito — na infraestruturação do sítio. A valorização da floresta nativa e do lago temporário pode também contribuir para uma componente pedagógica e ecológica, atraindo escolas e visitantes interessados em interpretação ambiental.
A publicação do concurso no Diário da República é o passo administrativo que permite agora avançar para a seleção de empreiteiros e para a execução das intervenções previstas, cuja calendarização dependerá dos prazos do procedimento concursal e do desenvolvimento do projecto pelos parceiros técnicos.