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Assembleia Municipal recomenda reunião pública sobre alternativas ao encerramento de Santa Apolónia

Deputados municipais pedem encontro urgente com moradores e comerciantes para debater soluções de mobilidade face ao encerramento temporário da estação de metro de Santa Apolónia devido às obras do Plano Geral de Drenagem.

Assembleia Municipal recomenda reunião pública sobre alternativas ao encerramento de Santa Apolónia
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça‑feira, por proposta do PEV, uma recomendação à Câmara para convocar uma reunião pública urgente com moradores e comerciantes sobre as medidas de transporte a aplicar durante o encerramento temporário da estação de metro de Santa Apolónia, prevista no âmbito das obras do Plano Geral de Drenagem.

Pedido de participação pública nas soluções de mobilidade

Segundo a proposta aprovada, a iniciativa pretende que o executivo municipal apresente e discuta com a população as alternativas de mobilidade que estão a ser equacionadas para mitigar os impactos do encerramento da linha entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço. Os proponentes sublinharam a necessidade de envolver residentes e comerciantes no desenho das soluções.

"uma reunião pública urgente com os moradores e comerciantes, no sentido de apresentar as soluções alternativas de mobilidade"

Durante a sessão, a deputada do PEV Joana Silva referiu que várias propostas locais já foram formuladas, entre as quais a criação de um corredor 'bus' contínuo entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço, o reforço da frequência de autocarros, a colocação de mais estações Gira e a definição de zonas de estacionamento para quem opte pela mobilidade ativa.

  • Objetivo: envolver a população na definição das alternativas de transporte;
  • Propostas apresentadas: corredor bus, mais autocarros, estações Gira e estacionamento para modos ativos;
  • Motivação: obras do Plano Geral de Drenagem que obrigam ao encerramento temporário da estação.

A recomendação foi aprovada com os votos favoráveis dos partidos de esquerda — PS, Livre, BE, PAN, PCP e PEV —, enquanto PSD e Chega votaram contra. IL e CDS‑PP registaram a abstenção. O deputado do PSD Jorge Barata justificou o voto contra alegando que a Câmara tem vindo a trabalhar em articulação com o Metropolitano de Lisboa, a Carris e outras entidades para garantir soluções antes do encerramento, e que não faz sentido divulgar um plano ainda em fase de validação.

O debate coloca agora a autarquia perante a necessidade de esclarecer o calendário das intervenções e de apresentar alternativas concretas e credíveis para os milhares de utentes que diariamente utilizam a ligação subterânea naquela área ribeirinha. Para além das medidas anunciadas, moradores pedem clarificação sobre percursos alternativos, horários e informação acessível a quem depende do metro para deslocações laborais.

Posição política Voto
PS, Livre, BE, PAN, PCP, PEV A favor
PSD, Chega Contra
IL, CDS‑PP Abstenção

Para os lisboetas, a principal exigência imediata é transparência: um calendário credível das obras, comunicações claras sobre os percursos alternativos e a garantia de que o comércio local e os residentes não serão deixados sem soluções de transporte. A concretização de uma reunião pública pode ser um primeiro passo para alargar o diálogo e reduzir transtornos na circulação quotidiana.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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