Projeto descentralizado aproxima cultura às freguesias
O espetáculo “Entre Cordas” foi apresentado no passado dia 30 de julho na Igreja Matriz da Horta, uma das aldeias do concelho de Vila Nova de Foz Côa, inserido na programação do Côa Culto 2026. O concerto, protagonizado por guitarra e bandolim, procurou conjugar tradição musical e um registo intimista que potenciou a proximidade entre artistas e público.
O ciclo Côa Culto, promovido pelo Município de Vila Nova de Foz Côa, decorre entre 20 de junho e 12 de agosto e tem como missão levar espetáculos de música, teatro, dança e outras expressões artísticas a diversas localidades do concelho. A iniciativa assume uma estratégia de programação descentralizada, utilizando espaços patrimoniais – como igrejas e praças – para dinamizar culturalmente freguesias com menor oferta regular de eventos.
O concerto repetiu‑se no dia seguinte, 31 de julho, na Igreja Matriz de Chãs, integrando o mesmo ciclo. A sequência de apresentações mostra a intenção dos programadores de cobrir várias freguesias em dias consecutivos, facilitando o acesso de públicos locais e potenciando sinergias entre coletividades e organismos municipais.
- Local: Igreja Matriz da Aldeia da Horta
- Data: 30 de julho (repete em 31 de julho em Chãs)
- Formação: guitarra e bandolim
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Ciclo | Côa Culto 2026 |
| Período | 20 de junho a 12 de agosto |
| Programação | Concertos, teatro, dança, exposições e visitas guiadas |
A programação do Côa Culto, que se estende por quase dois meses, integra ainda propostas como um concerto operático promovido pela iniciativa Ópera na Academia e na Cidade, o Côa Summer Fest, peças de teatro, espetáculos de comédia visual e atividades de promoção do património natural e histórico. O objetivo declarado é democratizar o acesso à cultura, dinamizar localidades menos centrais e valorizar o património local.
Para as populações das freguesias envolvidas, iniciativas deste tipo têm impacto direto: trazem público às aldeias, promovem a utilização de espaços religiosos e patrimoniais fora da sua função habitual e contribuem para a economia local através do aumento de visitantes. A aposta do município em uma programação dispersa favorece também a criação de pontos de encontro culturais em áreas rurais, reforçando o papel das colectividades e instituições locais como parceiras na fruição das artes.