A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) declarou hoje a sua disponibilidade para colaborar com a sociedade civil no combate aos abusos sexuais, numa reação pública que surge após um pedido de auditoria do Estado feito por uma associação de vítimas ligada à Igreja.
Posição da Igreja e reação das vítimas
Perante o pedido da associação das vítimas para que o Estado promovesse uma auditoria ao processo, a CEP respondeu, através de fonte citada pela Lusa, reafirmando que as pessoas afetadas pela matéria têm liberdade para procurar as instâncias que considerem adequadas.
“As vítimas são livres de apresentar as suas preocupações às instâncias que considerem adequadas”
A tomada de posição da Conferência Episcopal procura assinalar disponibilidade para diálogo e cooperação com organizações da sociedade civil, sem, contudo, especificar no comunicado quais os termos dessa colaboração ou prazos para a sua concretização.
Actores e pedidos em confronto
O confronto de posições entre a associação de vítimas e a hierarquia da Igreja coloca novamente no centro do debate público a necessidade de mecanismos independentes de averiguação e de procedimentos que garantam transparência e assistência às pessoas afetadas.
- Associação de vítimas: pediu que o Estado efetuasse uma auditoria ao processo.
- Conferência Episcopal Portuguesa: declarou disponibilidade para colaborar com a sociedade civil.
- Fonte da CEP citada pela Lusa: destacou a liberdade das vítimas de recorrer a instâncias competentes.
| Entidade | Ação/Reacção |
|---|---|
| Associação das vítimas | Solicitou uma auditoria do Estado ao processo |
| Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) | Manifestou disponibilidade para colaborar com a sociedade civil |
| Fonte da CEP (citada pela Lusa) | Afirmou que as vítimas são livres de apresentar as suas preocupações às instâncias que considerem adequadas |
O desenvolvimento deste diálogo entre Igreja, vítimas e instituições estatais será determinante para a perceção pública sobre a eficácia das respostas a alegações de abuso. A declaração da CEP representa um passo no sentido da cooperação, mas restam por clarificar os mecanismos práticos e a extensão dessa colaboração.
À medida que os pedidos de esclarecimento e pedidos institucionais progridem, a sociedade e as entidades responsáveis terão de acompanhar com medidas que assegurem independência investigativa e apoio efectivo às pessoas envolvidas.