A Madeira registou uma redução significativa na formação de novas empresas durante os primeiros sete meses de 2026, revelou o Barómetro da Informa D&B. Entre Janeiro e Julho foram constituídas 804 sociedades, contra 1.009 no mesmo período do ano anterior — uma queda de 20,3%.
Impacto em constituições, encerramentos e insolvências
Para além da diminuição das constituições, os dados apontam para um agravamento noutros indicadores empresariais na Região Autónoma da Madeira (RAM). Até Julho foram contabilizados 218 encerramentos, em comparação com 187 no ano anterior, o que traduz um aumento de 16,6%. Paralelamente, os processos de insolvência quase duplicaram: registaram-se 33 novos processos em 2026 contra 15 no período homólogo, uma subida de 120%.
- Constituições (Jan–Jul): 2025 = 1.009; 2026 = 804
- Encerramentos (Jan–Jul): 2025 = 187; 2026 = 218
- Insolvências (Jan–Jul): 2025 = 15; 2026 = 33
O recuo na criação de empresas foi transversal a vários sectores, sendo os Transportes apontados como o principal responsável pela contracção regional, segundo a fonte dos dados. Outros ramos com movimentos relevantes incluem Serviços empresariais, Retalho e Alojamento e restauração, onde se concentram muitos dos encerramentos registados.
| Indicador | 2025 | 2026 |
|---|---|---|
| Constituições | 1.009 | 804 |
| Encerramentos | 187 | 218 |
| Novos processos de insolvência | 15 | 33 |
Em termos comparativos, o padrão regional contrasta com a evolução nacional em alguns aspectos: Portugal continental também registou uma descida no número de constituições até Julho, mas os encerramentos e as insolvências não subiram na mesma proporção que na RAM. A diferença traduz-se numa perda de dinamismo na composição do tecido empresarial madeirense: no Funchal, por exemplo, o saldo entre constituições e encerramentos caiu de 822 para 586 no período analisado.
Para cidadãos e empresários, a conjugação de menos empresas a nascer, mais encerramentos e um aumento de insolvências sinaliza maior vulnerabilidade em sectores-chave da economia regional, com potenciais efeitos sobre o emprego e a oferta de serviços. Perceber as causas sectoriais e a duração desta tendência será crucial para orientar políticas locais de apoio e medidas de estímulo à actividade económica.