A EDIA anunciou a abertura de um concurso público para dotar as infraestruturas do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva de um sistema integrado de videovigilância. O procedimento apresenta um preço base de 450.000 euros (sem IVA) e prevê a instalação de um total de 415 câmaras distribuídas por inúmeras estações, reservatórios e outras estruturas.
Âmbito e prazos
O contrato contempla o fornecimento, transporte, cablagem, montagem, alimentação, gravação e integração com as plataformas tecnológicas já utilizadas pela EDIA. O prazo de execução definido no caderno de encargos é de 365 dias a contar da assinatura do acordo, e a coordenação operacional ficará centralizada na sede da EDIA, em Beja.
Onde serão instaladas as câmaras
O mapa de intervenções inclui mais de uma centena de localizações dentro dos subsistemas de Alqueva, Pedrógão e Ardila. Entre os pontos identificados figuram várias estações elevatórias e pontos de controlo reconhecíveis no território:
- Estações elevatórias: Beja, Beringel, Brinches, Caliços e Ferreira do Alentejo;
- Outros pontos: Pias, São Pedro, Serpa, Serpa Norte, Viana e Baronia;
- Infraestruturas adicionais como reservatórios, estações de filtragem, tomadas de água, canais, túneis e centrais hidroelétricas.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Preço base | 450.000 € (sem IVA) |
| Número de câmaras | 415 |
| Câmaras ANPR (leitura de matrículas) | 32 |
| Prazo de execução | 365 dias |
Tecnologia e funções previstas
O caderno de encargos exige equipamentos com capacidade de deteção baseada em inteligência artificial para identificar pessoas e veículos nas imediações dos perímetros protegidos. Está prevista a instalação de 32 câmaras ANPR dedicadas à leitura automática de matrículas nos acessos, bem como equipamentos locais de gravação, rede e armazenamento para assegurar o funcionamento autónomo de cada nó do sistema.
Além da componente de hardware, o contrato abrange também a configuração e integração com a infraestrutura tecnológica existente, o que implica adaptação aos sistemas de comunicações e segurança já em uso na EDIA.
Impacto local e operacional
Para os residentes e operadores locais, a intervenção traduz‑se num alargamento da vigilância e proteção de pontos estratégicos do sistema de águas, com potencial para reduzir furtos, atos de vandalismo e intrusões que possam comprometer o fornecimento e tratamento. A centralização da supervisão em Beja aproxima a gestão operacional ao território que serve, embora a operação do sistema dependa da empresa que venha a vencer o concurso e das soluções de integração com as plataformas existentes.
A EDIA inclui no caderno de encargos um conjunto detalhado de localizações representadas em plantas, bem como outros pontos sem planta de localização, o que exige que as propostas técnicas contemplem deslocações e trabalhos em campo em áreas dispersas pelo Alentejo.
O procedimento está aberto a concorrentes que cumpram as especificações técnicas exigidas e que apresentem propostas para a execução integral das obras e da configuração dos sistemas de videovigilância.