Federação alerta para risco de enfraquecimento do apoio europeu
Em encontro realizado na ilha de São Miguel, o presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, defendeu que o POSEI — o programa europeu destinado a compensar o afastamento e a insularidade das regiões ultraperiféricas — deve ser respeitado tal como está previsto no Tratado e reforçado, face à falta de atualizações do mecanismo ao longo do tempo.
Jorge Rita reuniu com os deputados da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, numa sessão onde expôs preocupações centrais dos agricultores açorianos: a possível integração do POSEI no envelope nacional; a diferenciação no acesso a ajudas nacionais; e os custos de transporte que afetam a competitividade e o poder de compra local.
"Não aceito a integração do POSEI no envelope nacional"
O responsável da FAA alertou para o que considerou um centralismo exagerado da República, que se traduz em discriminações quando existem apoios nacionais ao setor. Segundo Jorge Rita, essa dinâmica poderá transformar o POSEI numa catástrofe para a agricultura dos Açores e da Madeira se não houver salvaguardas e reforço do mecanismo.
Além da questão dos apoios, a Federação salientou a realidade negativa dos transportes marítimos, que, pela sua carga financeira nas importações e exportações,