Um colectivo de professores universitários e peritos em várias áreas pediu uma audiência ao primeiro‑ministro, Luís Montenegro, e ao Presidente da República, António José Seguro, com o objectivo de discutir a resposta do Estado a um eventual sismo de grande magnitude em Portugal. O pedido surge na sequência dos violentos abalos que atingiram a Venezuela a 24 de junho, episódios que deixaram um rasto trágico e suscitaram preocupações sobre a prontidão nacional.
Alerta com base em lições externas
Os peritos apontam para a necessidade de avaliar a exposição das áreas urbanas mais antigas, com especial ênfase em zonas de património e em bairros densamente edificados, que, segundo o grupo, apresentam maior risco de colapso e de vítimas em caso de sismo. A preocupação alude também a uma possível incapacidade de resposta em larga escala por parte das autoridades se não houver planeamento prévio e medidas estruturais reforçadas.
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Estimativas e impacto potencial
Na cobertura jornalística sobre o tema foram referidos números que contextualizam a gravidade do problema: os sismos na Venezuela causaram pelo menos 5 398 mortos, dos quais 133 eram nacionais ou lusodescendentes. Em cenários hipotéticos para Portugal, foram mencionadas estimativas de entre 17 000 e 27 000 vítimas mortais, valores que os especialistas invocam para sublinhar a necessidade de medidas preventivas.
| Evento | Dados citados |
|---|---|
| Sismos na Venezuela (24 de junho) | 5 398 mortos; 133 portugueses/lusodescendentes |
| Estimativa hipotética para Portugal | 17 000–27 000 mortos (valores referidos pelos peritos) |
- Os especialistas solicitam audiência aos órgãos de soberania para discutir risco sísmico.
- Há preocupação sobre vulnerabilidade de zonas históricas de Lisboa e outras cidades.
- Os exemplos internacionais são invocados para exigir planeamento e medidas preventivas.
O pedido de diálogo coloca na agenda política o debate sobre capacidade de resposta civil, reforço de normas de construção, fiscalização e preparação das populações. Tratando‑se de um risco de grande impacto social, os peritos defendem que a discussão com o Executivo e o Presidente da República não seja apenas técnica, mas integrada em planos de política pública que considerem salvaguarda do património, protecção das populações e mecanismos de coordenação operacional em caso de catástrofe.
O Estado terá de clarificar o grau de prontidão existente e as medidas imediatas que está disposto a adoptar se acolher o pedido de audiência — uma resposta que, segundo os peritos, pode ser determinante para reduzir consequências humanitárias e materiais.