Uma «horta‑sala de aula» que ensina práticas sustentáveis
A experiência desenvolvida no CEPI Francisco Maria Dantas, através da disciplina eletiva denominada Horta Científica, evidencia o potencial das hortas escolares como espaços de aprendizagem prática sobre alimentação, ambiente e sustentabilidade. Os alunos acompanham todas as etapas do cultivo, do plantio à manutenção diária, tornando tangíveis conteúdos frequentemente abordados apenas em sala de aula.
O projecto combina atividades práticas com o desenvolvimento de competências transversais: trabalho em equipa, responsabilidade e cuidado com recursos naturais. Para a comunidade da Horta, as ideias-chave deste modelo são imediatamente aplicáveis a iniciativas pedagógicas e comunitárias que queiram promover consumo responsável e ligação ao território.
O testemunho dos educadores
“Eu já ensino Geografia há muitos anos e percebo que essa experiência proporciona aos alunos um aprendizado significativo, porque eles vivenciam na prática aquilo que aprendem em sala de aula”,
a declaração da professora de Geografia Cleudes Custodio Ludoino sublinha a coerência entre currículo e prática, um argumento que costuma convencer direções de escola e encarregados de educação quando se propõem projetos semelhantes.
- Aprendizagem prática: vincula conteúdos teóricos a actividades rotineiras.
- Competências sociais: reforça cooperação e responsabilidades partilhadas.
- Consciência ambiental: promove hábitos de preservação e consumo sustentável.
A iniciativa integra ainda meios de comunicação educativa: o projecto está associado ao programa SER Goiás na TV, que amplia a experiência escolar por via televisiva e pedagógica, demonstrando como parcerias externas podem contribuir para a visibilidade e sustentabilidade de projetos locais.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Local | CEPI Francisco Maria Dantas (iniciativa referida na fonte) |
| Disciplina | Horta Científica (eletiva) |
| Objectivos | Ensino prático sobre cultivo, alimentação e sustentabilidade |
Para Horta, a mensagem prática é clara: hortas pedagógicas podem funcionar como laboratórios de cidadania e ecologia, com recurso a colaboradores locais, pais e parcerias mediáticas ou institucionais para ampliar impacto. As escolas e associações do concelho podem avaliar este modelo ao nível de custos operacionais, calendário de manutenção e inclusão curricular, sempre tendo em conta as especificidades climáticas e de solo da nossa região.
Por fim, a experiência citada liga-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente à educação de qualidade, ao criar um percurso formativo que combina teoria e prática e prepara alunos para decisões mais informadas sobre alimentação e ambiente — questões de interesse direto para as famílias e agentes educativos da Horta.