Saúde Açores

Inquérito regional aponta álcool como droga mais consumida entre jovens e Pico com maior consumo experimental

Estudo pioneiro nos Açores com dados por ilha revela que o álcool é a substância psicoativa mais consumida entre os jovens; Pico destaca‑se pelo maior registo de consumo experimental. O trabalho, realizado em 2025 pela equipa “Mais Saúde”, fornece informação essencial para orientar políticas de prevenção locais.

Inquérito regional aponta álcool como droga mais consumida entre jovens e Pico com maior consumo experimental
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

Um inquérito regional realizado em 2025 e divulgado esta semana revela que o álcool é a substância psicoativa mais consumida entre os jovens dos Açores e identifica a ilha do Pico como aquela com o maior registo de consumo experimental. O estudo, desenvolvido pela equipa de prevenção «Mais Saúde», constitui o primeiro levantamento na Região Autónoma dos Açores com resultados desagregados por ilhas.

Metodologia e âmbito

O inquérito abrangeu vários concelhos das ilhas menores — Corvo, Faial, Flores e Pico — permitindo comparar perceções e atitudes em contexto insular. Segundo o diretor regional de Prevenção e Combate às Dependências, Pedro Fins, o estudo foi realizado em 2025 e pretendeu mapear padrões de consumo entre os jovens açorianos, informação até agora inexistente com desagregação insular.

Resultados principais e implicações

Entre os resultados divulgados, salienta‑se que a maioria dos jovens dessas quatro ilhas já experimentou bebidas alcoólicas, enquanto o Pico surge como a ilha com maior prevalência de consumo experimental. Estes dados assumem especial relevância num arquipélago caracterizado por populações reduzidas e serviços de saúde dispersos, pois orientam intervenções de prevenção mais direcionadas.

  • Álcool: substância mais consumida entre os jovens nas ilhas estudadas.
  • Pico: ilha com maior registo de consumo experimental.
  • Estudo pioneiro com dados desagregados por ilha, permitindo políticas locais mais precisas.

Especialistas em saúde pública consideram que a desagregação por ilhas facilita a adaptação das ofertas de prevenção, nomeadamente campanhas escolares, formação para profissionais de educação e saúde, e programas comunitários focados nas realidades locais. Em ilhas com menor população, uma intervenção mal quantificada pode ter eficácia reduzida ou desperdício de recursos.

O que muda para os decisores e para as famílias

Para as autoridades regionais e municipais, os dados constituem uma base para priorizar recursos e desenhar medidas específicas por ilha. Para famílias e escolas, o inquérito enfatiza a necessidade de reforçar informação, monitorização e apoio precoce aos jovens. A existência de dados insulares abre também a porta a ações cooperativas entre autarquias e organismos regionais.

Em complemento ao relatório, mantém‑se a necessidade de conhecer em detalhe faixas etárias, contextos de iniciação e factores de risco — informação que permitirá desenhar respostas mais eficazes. Até lá, a divulgação deste primeiro inquérito já marca uma viragem na forma como a região encara a prevenção do consumo de substâncias entre os jovens.

Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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