Acusações públicas no congresso do Livre
O partido Livre lançou, neste sábado, críticas directas ao titular da pasta da Educação, acusando-o de ser um "negacionista do caos dos exames" e de não assumir os erros associados ao processo que provocou instabilidade nas provas nacionais. A intervenção, proferida pela deputada Filipa Pinto no âmbito do 17.º congresso do partido, apelou ao reconhecimento de responsabilidades políticas e a medidas que restabeleçam confiança nas escolas, nos alunos e nas famílias.
Exigências e críticas centrais
Filipa Pinto disse que o Governo não pode delegar a explicação do que correu mal numa entidade contratada por ajuste direto e exigiu «direção e defesa intransigente da escola pública». A deputada sublinhou ainda a necessidade de garantir serenidade e confiança para os encarregados de educação e para os estudantes, contrapondo-se à ideia de cortes e reorganizações administrativas no sistema educativo.
O que o Livre propõe
- Assunção de responsabilidades políticas por parte do ministro da Educação;
- Fim dos cortes no Ministério da Educação e aumento do investimento na escola pública;
- Propostas para salvaguardar a qualidade e estabilidade dos exames nacionais.
Contexto das críticas
A deputada do Livre referiu que o Ministério terá reduzido em "50%" as direcções-gerais e organismos, critica a transição para processos digitalizados sem testes de robustez e aponta consequências na capacidade do sistema garantir exames fiáveis. Filipa Pinto acusou ainda o Executivo de, com estas opções, fragilizar a rede de profissionais que ao longo de décadas asseguraram a confiança no processo dos exames nacionais.
Reacções e seguimento
No congresso, foi também afirmado que o Livre continuará a apresentar propostas para reforçar a educação pública como pilar de igualdade de oportunidades. A dirigente Patrícia Gonçalves, que presidia aos trabalhos, reforçou que o conhecimento deve estar no centro do projeto político do partido, uma mensagem alinhada com as críticas sobre o atual contexto dos exames.
"Nós exigimos que assuma as suas responsabilidades políticas, nós exigimos que garanta às famílias, aos estudantes e às escolas a confiança e tranquilidade que merecem da escola pública."
| Assunto | Posição do Livre |
|---|---|
| Responsabilidade política | Exigir que o ministro assuma erros |
| Investimento | Reverter cortes e aumentar financiamento |
| Exames nacionais | Garantir estabilidade, transparência e testes robustos |
As declarações surgem num momento em que o debate público sobre a gestão dos exames se mantém vivo, com vários partidos e agentes educativos a exigir explicações e medidas. O Livre coloca como prioridade não só a apuração das responsabilidades, mas também a apresentação de alternativas políticas que reforcem a escola pública e a confiança no sistema de avaliação nacional.