Mercado imobiliário regional continua caro e pressiona orçamento das famílias
O último relatório do Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças relativo ao 2.º trimestre de 2026 coloca a Região Autónoma da Madeira entre as áreas do país com os preços mais elevados para compra e arrendamento de habitação. Apesar de uma redução trimestral nos valores de venda, a região permanece no top‑3 nacional, com implicações directas no esforço financeiro exigido às famílias.
Segundo o estudo, o preço médio de venda fixou‑se nos 4.401 euros por metro quadrado no período em análise, representando uma redução de 0,4% face ao trimestre anterior. No mercado de arrendamento, a evolução foi distinta: a renda média aumentou para 16,06 euros/m², um acréscimo de 0,1% comparado com o trimestre precedente.
Em termos relativos, a Madeira continua apenas atrás de Lisboa e Faro nos valores de venda, e é superada no arrendamento apenas por Lisboa. O relatório sublinha também que, enquanto a média nacional recuou, a região registou um dos poucos aumentos nas rendas entre os distritos e regiões autónomas, o que acentua as dificuldades para quem procura uma solução habitacional acessível.
- Preço médio de venda (2.º trim. 2026): 4.401 €/m²
- Renda média (2.º trim. 2026): 16,06 €/m²
- Posição nacional (venda): 3.º lugar, atrás de Lisboa e Faro
O levantamento identifica ainda variações significativas entre concelhos madeirenses. O Funchal apresenta o valor médio mais elevado, mas há concelhos do interior e do norte da ilha com preços substancialmente mais baixos, o que traduz desigualdades no mercado local.
| Concelho | Preço médio (€/m²) |
|---|---|
| Funchal | 4.906 |
| Calheta | 4.767 |
| Santa Cruz | 3.512 |
| Câmara de Lobos | 3.409 |
| Ponta do Sol | 3.279 |
| Santana | 2.170 |
| Porto Moniz | 2.476 |
| São Vicente | 2.696 |
Para os residentes que procuram adquirir casa, o relatório aponta para uma estabilização no mercado de compra, mas não diminui a pressão sobre o poder de compra local: a Madeira continua a exigir um maior esforço financeiro face à média nacional. Para o arrendamento, o aumento registado, embora ligeiro, destaca a persistência de um mercado tendencialmente exigente em termos de custos mensais.
Estas informações são relevantes para quem está a planear a compra ou o arrendamento de uma habitação na região, assim como para autoridades locais e agentes do sector imobiliário. A variação entre concelhos indica também áreas onde a procura e o valor patrimonial continuam elevados e outras onde ainda existem oportunidades mais acessíveis.
À medida que as autoridades regionais trabalham em políticas de habitação e planeamento, estes dados trimestrais servem de referência para aferir medidas de suporte às famílias e iniciativas que promovam maior equilíbrio no acesso à habitação na Madeira.