O Metropolitano de Lisboa anunciou um investimento de 3,9 milhões de euros na aquisição de novos painéis e no software de gestão de informação ao cliente. A alteração promete disponibilizar, nas estações, informação mais detalhada sobre os tempos de espera, incluindo o tempo estimado para chegar dos comboios seguintes e o estado geral das linhas, bem como do funcionamento dos elevadores.
Fase de testes e calendário
A nova solução está a ser avaliada numa fase piloto, com equipamentos já instalados na estação do Jardim Zoológico e no laboratório do Metropolitano de Lisboa. Fonte da empresa indica que, nesta fase, se analisa o comportamento do sistema ao nível da gestão e do fluxo de informação entre o software e os painéis, bem como a adequação dos layouts e da apresentação dos conteúdos. Antes da versão final, poderão ser introduzidos ajustamentos.
"Após a sua conclusão e validação final, está prevista a implementação do software de gestão de informação ao cliente em toda a rede até ao final de 2026."
Segundo o planeamento divulgado, a fase de testes deverá estar concluída em setembro. Depois de validado o sistema, a implementação na totalidade da rede está prevista até ao final de 2026. Ainda este ano, a instalação dos novos equipamentos terá início em mais nove estações, entre as quais Aeroporto, Alameda, Baixa-Chiado e Marquês de Pombal.
O que muda para os utentes
Os equipamentos atualmente em muitas estações apenas apresentam o tempo até à chegada do próximo comboio. Com os novos painéis, os utilizadores passarão a ter:
- indicação do tempo previsto para os comboios seguintes, em ambos os sentidos;
- informação em tempo real sobre o estado de todas as linhas;
- avisos sobre o funcionamento dos elevadores e eventuais incidentes que afetem a circulação.
Até à conclusão total da substituição, os novos painéis irão coexistir com os equipamentos antigos, garantiu a empresa, que também prevê alargar o sistema a todas as estações da futura Linha Circular.
Estações incluídas na primeira fase de instalação
| Estação | Notas |
|---|---|
| Jardim Zoológico | Instalação e testes iniciais |
| Aeroporto | Instalação prevista ainda este ano |
| Alameda (I e II) | Incluídas na lista de início de instalações |
| Baixa-Chiado | Prioridade na primeira expansão |
| Cais do Sodré | Interface com transportes fluviais / ferroviários |
| Campo Grande | Estação abrangida na fase inicial |
| Marquês de Pombal (I e II) | Incluída na implementação |
| Oriente | Estação estratégica na rede |
| Saldanha (I e II) | Prevista instalação |
| São Sebastião (I e II) | Incluída na fase de arranque |
O Metropolitano confirma que as restantes estações receberão os novos painéis, embora sem calendário definido para todas. Numa primeira etapa, a expansão contempla todas as estações da futura Linha Circular, cujo desenho e calendário têm vindo a ser alvo de planeamento separado.
Impacto local e operacional
Para os utentes da rede no distrito de Lisboa, a introdução de informação mais detalhada representa uma vantagem prática: permite planear deslocações com maior precisão, escolher alternativas em caso de incidentes e diminuir a incerteza nas correspondências. A disponibilização do estado dos elevadores é também relevante para pessoas com mobilidade reduzida e para famílias com carrinhos.
Do ponto de vista operacional, a integração de um software de gestão de informação centralizada torna possível uma resposta mais coordenada a interrupções na circulação e uma comunicação mais rápida com os passageiros. A coexistência temporária dos painéis novos e antigos implicará atenção à consistência das mensagens durante o período de transição.
Seguem-se meses de testes e afinações até que a promessa de informação mais rica chegue a toda a rede. Para os utilizadores habituais, a mudança deverá ser sentida sobretudo na clareza e na antecipação da oferta de transportes.