Partido propõe maior alcance internacional e infraestrutura própria para feiras
A Nova Direita visitou a Expo Madeira e saiu do certame com a convicção de que o evento pode potenciar a economia regional, desde que seja reforçada a sua dimensão internacional e acompanhada de infraestruturas adequadas. A iniciativa foi liderada pelo coordenador regional, Paulo Azevedo, que percorreu o espaço com membros da direção e dois investidores vindos da África do Sul.
Em comunicado, a direção partidária agradeceu à ACIF pela receção e pela visita guiada, considerando que a presença de expositores e empresários no recinto permitiu recolher contributos práticos para medidas destinadas a reforçar a economia local. A Nova Direita sublinha que a Expo Madeira é um instrumento de promoção empresarial, mas defende uma aposta mais ambiciosa na captação de empresas e produtos de mercados externos.
O partido identificou ainda um problema estrutural que, na sua leitura, limita a capacidade da Região para acolher feiras de maior dimensão: a ocupação do espaço que servia este tipo de eventos pelos CTT. Para a Nova Direita, esta situação retirou à Madeira “um dos poucos locais adequados para grandes certames”, tornando urgente a criação de um centro de feiras e exposições complementar ao Tecnopolo.
- Internacionalização: atração de expositores e compradores estrangeiros para aumentar oportunidades de negócio.
- Infraestruturas: necessidade de um centro de feiras com condições para eventos de grande dimensão.
- Promoção empresarial: usar a Expo Madeira como plataforma de networking e acesso a mercados externos.
Do ponto de vista prático, a proposta da Nova Direita aponta para duas linhas de ação: por um lado, melhorar a estratégia organizativa do certame para tornar a Expo mais atrativa a participantes internacionais; por outro, identificar e disponibilizar um espaço físico que permita acolher exposições com maior escala e exigência logística. O partido considera que esse espaço deveria funcionar de forma complementar ao Tecnopolo, ampliando a capacidade da Região para receber eventos diversos.
As observações do coordenador regional visam também captar o interesse de potenciais investidores — concretamente os que acompanharam a delegação desde a África do Sul — numa perspetiva de expansão das relações comerciais. Na visão partidária, iniciativas como a Expo Madeira podem dinamizar o tecido empresarial e promover investimento, desde que enquadradas por políticas e infraestruturas apropriadas.
| Elemento | Situação atual | Proposta da Nova Direita |
|---|---|---|
| Expo Madeira | Evento relevante para promoção empresarial | Reforçar internacionalização e atrair expositores externos |
| Espaços para grandes feiras | Antigos locais ocupados pelos CTT | Criar centro de feiras/exposições complementar ao Tecnopolo |
Para a população e para o setor privado madeirense, as propostas significam potencial aumento de visibilidade para empresas locais e possibilidade de novos contactos comerciais. Contudo, a concretização depende de decisões de natureza política e urbanística, bem como de investimentos que ultrapassam a esfera de atuação do próprio certame. Cabe às entidades regionais e locais avaliar opções de localização, viabilidade económica e calendário de intervenção para materializar um espaço capaz de responder às exigências de certames internacionais.