Autarquia de Odivelas reage à decisão governamental
A Câmara Municipal de Odivelas expressou discordância pública face à recentíssima decisão do Governo de não prosseguir com a solução designada por “em laço” para a Linha Amarela do Metro de Lisboa. O presidente do município manifestou profunda preocupação, argumentando que a escolha representa um retrocesso na mobilidade e na qualidade de vida de milhares de utentes que dependem da linha.
Compromissos e questionamento técnico
Segundo a autarquia, responsáveis governamentais tinham anteriormente assumido compromissos quanto à partilha da Linha Amarela. A Câmara sustenta que estudos técnicos apontam para a viabilidade da solução “em laço”, pelo que classifica a decisão como política e não técnica. O presidente municipal contrapôs ainda a justificação financeira apresentada pelo Executivo — um custo apontado de 10 milhões de euros — afirmando que esse montante é residual quando comparado com o custo global da expansão da rede.
Comunicação e ausência de respostas
Outro ponto de crítica prende-se com a forma como o município tomou conhecimento da decisão: através dos meios de comunicação social. A Câmara lamentou não ter sido informada previamente e recordou que aguarda uma resposta do ministro das Infraestruturas desde novembro do ano passado. Para o autarca, a falta de diálogo institucional agrava o impacto local da decisão.
- Autarca de Odivelas afirma que a solução “em laço” é viável tecnicamente.
- O Governo terá citado preocupações financeiras, com um valor apontado de 10 milhões de euros.
- A Câmara recebeu a notícia pelos órgãos de comunicação social e continua à espera de resposta ministerial desde novembro.
“Profunda preocupação”
Consequências locais e próximos passos
Na perspetiva da autarquia, a não implementação do laço poderá ter efeitos práticos para os habitantes de Odivelas, nomeadamente em termos de tempo de viagem, capacidade de transporte e articulação com outros modos de transporte público. A Câmara anunciou que continuará a defender a solução que considera mais adequada para os seus munícipes e a exigir esclarecimentos e diálogo com o Governo sobre o tema.
Enquanto se mantiver este impasse, a indefinição acerca da configuração da Linha Amarela suscita inquietação entre utilizadores regulares e entidades locais que promovem a melhoria da mobilidade no concelho. A expectativa agora centra-se nas respostas que o Ministério das Infraestruturas possa ainda prestar e na eventual reabertura de negociações sobre as alternativas técnicas e financeiras para a expansão do metro.
| Item | Valor/Observação |
|---|---|
| Investimento citado pelo Governo | 10 milhões de euros |
| Resposta ministerial em atraso | Aguardada desde novembro |