Projeto hoteleiro recupera património e projeta o Fundão
A Casa do Vale Dourado, na freguesia da Capinha, no concelho do Fundão, vai ser reabilitada e convertida num boutique hotel com abertura prevista para 2028. O projeto integra a Handwritten Collection, marca do grupo hoteleiro Accor, e será o primeiro desta insígnia a abrir na Península Ibérica. A unidade ficará inserida numa propriedade de 40 hectares, resgatando um conjunto patrimonial de referência na Cova da Beira.
O edifício principal — o antigo palácio senhorial — passará a acolher receção, biblioteca, salões, bar e restaurante, além de 12 suites. A operação hoteleira ficará a cargo da Amazing Evolution, enquanto a autoria do projeto é da AQA — Arquitetos Associados. A localização, entre as serras da Estrela e da Gardunha e a planície da Cova da Beira, coloca a futura unidade em posição favorável para captar visitantes interessados em natureza e experiências ativas.
Distribuição de quartos e equipamentos previstos
No total, o hotel contará com 81 quartos, distribuídos por diferentes edifícios existentes na quinta. O antigo armazém em granito será reabilitado para acolher 41 unidades, complementadas por 28 villas familiares de dois pisos e as referidas 12 suites no palácio. O programa inclui ainda duas piscinas (uma exterior e outra interior), banho turco, salas de massagens e ginásio.
| Componente | Detalhe |
|---|---|
| Quartos totais | 81 |
| Suites no palácio | 12 |
| Unidades no armazém | 41 |
| Villas familiares | 28 |
| Bem-estar | Duas piscinas, banho turco, salas de massagens, ginásio |
| Gestão | Amazing Evolution |
| Arquitetura | AQA — Arquitetos Associados |
| Marca | Handwritten Collection (Accor) |
| Abertura indicada | 2028 |
Património recuperado após incêndio de 1998
A histórica Quinta do Vale Dourado, também conhecida como antigo Solar dos Condes de Penha Garcia, registou danos significativos num incêndio em dezembro de 1998. A atual intervenção representa uma oportunidade de devolver uso e manutenção qualificada a um conjunto edificado com valor identitário para a região. A designação da quinta alude ao tom que as folhas adquirem no outono, características que contribuem para a singularidade paisagística do lugar.
Ao integrar uma marca internacional com posicionamento de charme, o projeto acrescenta notoriedade ao destino Fundão e à Cova da Beira, potenciando a reabilitação de um ativo que permanecia subaproveitado. A combinação de património, conforto contemporâneo e enquadramento natural constitui um argumento forte para prolongar estadias e captar novos segmentos de procura.
Impacto local e dinâmica turística
Sem avançar valores de investimento, o plano sugere efeitos positivos na economia local, desde a criação de atividade contínua no setor do alojamento e restauração à mobilização de serviços complementares e fornecedores de proximidade. A proximidade a recursos naturais e culturais entre as serras da Estrela e da Gardunha, bem como a posição na planície da Cova da Beira, abre margem para dinamizar ofertas de turismo de aventura e experiências de descoberta do território.
- Reutilização de património edificado com valor histórico no concelho do Fundão;
- Nova capacidade de alojamento diferenciada, com 81 quartos e serviços de bem-estar;
- Integração numa marca internacional que projeta o destino em mercados externos.
Prazos e próximos passos
De acordo com a informação disponível, a abertura está apontada para 2028. Até lá, os trabalhos de reabilitação e adaptação deverão compatibilizar a preservação de elementos patrimoniais com as exigências operacionais de uma unidade hoteleira contemporânea. A escolha da Capinha, freguesia do Fundão, reforça a estratégia de valorização das paisagens da Cova da Beira e da rede de alojamento na região Centro.