Concurso na escola agrária destaca o milho e talento local
Na Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, em Ponte de Lima, realizou‑se a 28.ª edição do Concurso Gastronómico que teve como ingrediente obrigatório o milho. A iniciativa reuniu oito equipas — compostas por estudantes, docentes e não docentes — e procurou conjugar criatividade, tradição e valorização dos produtos agroalimentares, num exercício de aprendizagem prático com reflexos locais.
Do húmus ao curau brasileiro, passando por pataniscas, migas, arepas, broa e sobremesas reinventadas, o milho esteve no centro da criatividade da 28.ª edição do Concurso Gastronómico.
O primeiro prémio foi atribuído à equipa constituída pelas docentes Joana Reis, Sandra Silva e Filipa Corais, cuja proposta — identificada como «Pataniscas Três Milhos» — foi distinguida pelo uso diversificado do cereal em entradas, prato principal e sobremesa. A ementa vencedora incluiu como entrada as Pataniscas Três Milhos, acompanhadas por um molho cremoso de amendoim e um molho agridoce picante; no prato principal apresentou um Bacalhau e Camarão em Broa de Milho Dourada, com Creme Aromático e Tomate Cherry Assado; a sobremesa foi um Bolo Húmido de Milho e Limão com Sementes de Papoila e Calda Cítrica.
O segundo lugar coube igualmente a docentes da mesma escola — Susana Mendes, Sara Simões e Joana Nogueira — que apresentaram uma ementa inspirada na tradição portuguesa, com destaque para milhos fritos crocantes, caldo de farinha, migas de broa com chouriço, feijão tarreste e mini arepas recheadas com bochecha de porco estufada. O terceiro prémio distinguiu as colaboradoras dos Serviços Centrais do Politécnico — Ana Mónica, Rosa Silva e Márcia Carvalho — com propostas que cruzaram sabores do Médio Oriente, Portugal, Cabo Verde e Brasil.
Impactos locais e educativos
O concurso tem duplo valor para Ponte de Lima: por um lado, funciona como laboratório formativo para alunos e corpo docente da escola agrária; por outro, promove a cadeia de valor local ao evidenciar o milho como produto versátil, com aplicações que vão da confeção tradicional a propostas contemporâneas. A presença de docentes e trabalhadores do Politécnico reforça a ligação entre ensino, investigação aplicada e comunitária.
- Valorização de produto local: o milho assume papel central, potenciando usos na restauração e transformação local.
- Formação prática: estudantes e profissionais testam técnicas e receitas em contexto competitivo e pedagógico.
- Promoção cultural: cruzamento de tradições e influências internacionais amplia a oferta gastronómica do concelho.
A prova confirma a função da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima como espaço de experimentação e de ligação entre o meio académico e os setores agrícola e alimentar do concelho. Para produtores e empresários locais, iniciativas deste tipo podem abrir oportunidades de cooperação com projetos de restauração, eventos e pequenos produtores que procuram formas inovadoras de colocar o milho na ementa.
| Classificação | Equipa | Prato / Destaque |
|---|---|---|
| 1.º | Joana Reis, Sandra Silva, Filipa Corais | Pataniscas Três Milhos; Bacalhau e Camarão em Broa de Milho; Bolo Húmido de Milho e Limão |
| 2.º | Susana Mendes, Sara Simões, Joana Nogueira | Milhos fritos crocantes; migas de broa com chouriço; mini arepas com bochecha de porco |
| 3.º | Ana Mónica, Rosa Silva, Márcia Carvalho | Propostas inspiradas no Médio Oriente, Portugal, Cabo Verde e Brasil |
Para os residentes de Ponte de Lima, o concurso reforça a notoriedade da escola e a aposta em produtos locais, estimulando iniciativas que podem traduzir‑se em experiências gastronómicas em restaurantes, mercados e eventos futuros. A continuidade deste tipo de ações contribui para consolidar a identidade agroalimentar do concelho e para a promoção do saber‑fazer local.