O projeto The Traveling Light propõe trocar a sala de aula pelos trilhos do montado e convida jovens do Alentejo a converter a paisagem, a luz e a perceção do território em matéria de criação artística. Integrado na programação da Évora_27, Capital Europeia da Cultura, o programa está destinado a 15 participantes com idades entre os 15 e os 20 anos, naturais ou residentes no Alentejo, e oferece participação totalmente gratuita, incluindo deslocações, alojamento e refeições previstas.
Liderado e comissariado por Joana Krämer Horta, diretora artística do festival Ponto d’Orvalho, em parceria com o escritor e geopoeta italiano Davide S. Sapienza, o The Traveling Light estrutura a sua proposta a partir do conceito de “Vagar”. A abordagem privilegia a observação, a caminhada, a escuta e a conversa como práticas que alimentam processos de criação, concebendo a deslocação pelo montado como um gesto artístico em si próprio.
Programa e calendário
A iniciativa arranca com uma expedição imersiva de seis dias, prevista para setembro de 2026, que terá lugar no Alentejo Central. Após essa primeira fase, os participantes integrarão laboratórios mensais — até junho de 2027 — com convidados como Maja Escher, Yasmine Ostendorf-Rodriguez e Raquel Castro, além de visitas a projetos locais e workshops que visam desenvolver um projeto artístico coletivo.
O trabalho final será apresentado ao público no âmbito do Festival Ponto d’Orvalho, no Montado do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, em maio de 2027, e novamente durante a conferência de encerramento em Évora, no mês seguinte. O projeto constitui a quinta edição do festival, que regressa nos dias 12 e 13 de setembro e passará a partir de 2027 a periodicidade bienal.
“curiosidade, disponibilidade para experimentar e vontade de descobrir novas formas de habitar a paisagem”
A candidatura não exige experiência artística prévia; a organização enfatiza, isso sim, a disponibilidade para experimentar e a vontade de explorar novas formas de relação com o território. As candidaturas já se encontram abertas, procurando perfis motivados para integrar uma jornada que se estende por quase um ano.
Impacto e expectativas
O projeto articula práticas artísticas com questões ambientais e educativas, ampliando o alcance do Ponto d’Orvalho — festival nascido da interseção entre arte, ecologia e comensalidade em contextos rurais. Ao apostar na formação de jovens locais, The Traveling Light pretende não só gerar obra artística coletiva como também fomentar uma relação crítica e sensível com o montado, ecossistema emblemático do Alentejo.
- Participantes: 15 jovens (15–20 anos), residentes ou naturais do Alentejo
- Fase inicial: expedição imersiva de 6 dias em setembro de 2026
- Duração do programa: até junho de 2027, com laboratórios mensais
- Apresentações públicas: Festival Ponto d’Orvalho (maio de 2027) e conferência de encerramento em Évora (junho de 2027)
| Momento | Período | Local |
|---|---|---|
| Expedição imersiva | Setembro de 2026 | Alentejo Central |
| Laboratórios mensais | Outubro 2026 – Junho 2027 | Vários locais / Academia do Vagar |
| Apresentação pública | Maio 2027 | Montado do Freixo do Meio, Montemor-o-Novo |
| Conferência de encerramento | Junho 2027 | Évora |
Ao combinar formação, produção artística e vivência do território, The Traveling Light responde a um interesse crescente por modelos de fruição cultural que ultrapassam o espaço institucional e procuram envolver comunidades locais. A integração na programação da Évora_27 confere-lhe visibilidade nacional e oportunidades de diálogo entre agentes culturais, educadores e atores do território.