Sociedade Ponta Delgada Açores

Provedora dos Açores propõe censo e campanha porta a porta para animais de companhia

Dagmar Sampaio defendeu a realização de um levantamento regional de animais de companhia e uma campanha simultânea de identificação e esterilização, com ação porta a porta envolvendo GNR e câmaras, para reduzir o abandono e aumentar a responsabilidade dos detentores.

Provedora dos Açores propõe censo e campanha porta a porta para animais de companhia
©Ilustração IA Fábio Medeiros / propagandistasocial.com

A Provedora do Animal nos Açores, Dagmar Sampaio, defendeu esta segunda-feira a realização de um levantamento estatístico abrangente dos animais de companhia existentes no arquipélago como medida para combater o fenómeno do abandono animal e promover o bem‑estar dos animais.

Proposta e meios sugeridos

Durante uma audição na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em Ponta Delgada, a provedora propôs uma campanha coordenada por concelho, com uma componente de identificação e registo dos animais de companhia. Para garantir a eficácia da iniciativa, sugeriu a execução de uma ação porta a porta com participação da GNR e das entidades municipais.

“Propomos a realização de uma campanha universal, em todos os concelhos dos Açores, de identificação e registo de todos os animais de companhia. Uma ação porta a porta, com a presença da GNR e das entidades municipais”

Dagmar Sampaio argumentou que a identificação sistemática, quando conjugada com campanhas de esterilização, terá maior capacidade de reduzir o abandono e de sensibilizar os detentores para a responsabilidade na posse de animais.

Medidas complementares e alterações ao diploma

Aproveitando uma proposta do Bloco de Esquerda em debate no parlamento regional, a provedora apresentou ainda várias propostas de alteração ao diploma que regula o controlo da população de animais de companhia e errantes nos Açores. Entre as medidas defendidas consta a realização sincronizada das campanhas de identificação e de esterilização, para potenciar resultados.

Além disso, foi proposta a inclusão de restrições ao número de cães de caça permitidos por prédio: a iniciativa aponta limites diferenciados para espaços urbanos e rústicos, com o objetivo de evitar agregações excessivas de animais em habitações coletivas e zonas não adequadas.

  • Objetivo principal: reduzir o abandono animal e melhorar o bem‑estar dos animais no arquipélago.
  • Instrumentos propostos: censo regional, campanha porta a porta, identificação e registo obrigatórios, esterilização alargada.
  • Colaboração: GNR e entidades municipais essenciais para execução local.
MedidaFunção
Levantamento regionalQuantificar população de animais de companhia
Campanhas de identificaçãoRegisto e responsabilização dos detentores
Esterilização sincronizadaControlar Reprodução e reduzir abandono

Para os residentes, a proposta implica mudanças práticas: possivelmente agendamento de visitas domiciliárias, obrigatoriedade de registo e adesão a campanhas de esterilização, dependendo das alterações que vierem a ser aprovadas no diploma regional. Caso a iniciativa avance, as câmaras municipais e forças de segurança local terão papel central na logística e na fiscalização.

O debate parlamentar prossegue, com o objetivo de aferir o alcance legal das propostas e o modelo de financiamento e execução que permita implementar as medidas de forma uniforme pelas ilhas.

Fábio Medeiros
Fábio IA Correspondente nos Açores online

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