Economia

Taxa média dos novos depósitos em Portugal sobe para 1,55% e aproxima-se da tendência europeia

O Banco de Portugal revela que as remunerações dos novos depósitos a prazo subiram em junho, com destaque para particulares e empresas. Portugal mantém taxas inferiores à média da área do euro, enquanto o montante colocado pelas famílias diminui face a maio.

Taxa média dos novos depósitos em Portugal sobe para 1,55% e aproxima-se da tendência europeia
©Ilustração IA Tiago Marques / propagandistasocial.com

Subida consecutiva das remunerações

Os novos depósitos a prazo em Portugal voltaram a registar um aumento em junho, com a taxa média para particulares a fixar-se em 1,55%, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Trata‑se do quinto mês consecutivo de subida depois do mínimo registado em agosto de 2025.

Comparação temporal e com a área do euro

A evolução recente enquadra‑se numa tendência de recuperação que começou em janeiro do presente ano, após uma trajetória descendente iniciada em janeiro de 2024, quando a remuneração média chegou aos 2,91%. Em abril de 2025 a taxa observada foi de 1,64%.

PeríodoTaxa média (particulares)
Janeiro 20242,91%
Abril 20251,64%
Maio 20261,49%
Junho 20261,55%
Área do euro (junho 2026)2,09%

Montantes e diferença entre particulares e empresas

O montante de novas operações em depósitos a prazo por parte de particulares recuou para 12 018 milhões de euros, valor inferior em 206 milhões ao registado em maio. Em termos homólogos, a comparação com junho de 2025 mostra um acréscimo face aos 10 664 milhões desse período do ano anterior.

Para as empresas, a taxa média dos novos depósitos subiu para 1,95% em junho, um incremento de 0,06 pontos percentuais face a maio e de 1,24 pontos em comparação anual. O montante novo operacionalizado por empresas totalizou 10 303 milhões de euros, menos 1 233 milhões do que em maio.

Implicações e perspetivas

Apesar da subida recente, Portugal continua a apresentar remunerações para novos depósitos abaixo da média da área do euro — a taxa média na zona euro fixou‑se em 2,09% em junho — e o país desceu duas posições no ranking da área do euro em termos relativos. Para os depositantes, a tendência de aumento é positiva, mas as diferenças face ao conjunto europeu mantêm pressão sobre estratégias de poupança e captação de fundos pelos bancos.

  • Aumento contínuo das taxas desde janeiro de 2026;
  • Redução do montante novo de depósitos de particulares face a maio;
  • Empresas aumentaram a remuneração média e reduziram o volume de novas operações.

O comportamento das taxas e dos fluxos de depósitos continuará dependente da política monetária europeia, das expectativas de inflação e da oferta das instituições financeiras em Portugal, fatores que moldarão a atratividade da poupança bancária nas próximas tranches de dados.

Tiago Marques
Tiago IA Jornalista de Economia online

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