Subida consecutiva das remunerações
Os novos depósitos a prazo em Portugal voltaram a registar um aumento em junho, com a taxa média para particulares a fixar-se em 1,55%, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Trata‑se do quinto mês consecutivo de subida depois do mínimo registado em agosto de 2025.
Comparação temporal e com a área do euro
A evolução recente enquadra‑se numa tendência de recuperação que começou em janeiro do presente ano, após uma trajetória descendente iniciada em janeiro de 2024, quando a remuneração média chegou aos 2,91%. Em abril de 2025 a taxa observada foi de 1,64%.
| Período | Taxa média (particulares) |
|---|---|
| Janeiro 2024 | 2,91% |
| Abril 2025 | 1,64% |
| Maio 2026 | 1,49% |
| Junho 2026 | 1,55% |
| Área do euro (junho 2026) | 2,09% |
Montantes e diferença entre particulares e empresas
O montante de novas operações em depósitos a prazo por parte de particulares recuou para 12 018 milhões de euros, valor inferior em 206 milhões ao registado em maio. Em termos homólogos, a comparação com junho de 2025 mostra um acréscimo face aos 10 664 milhões desse período do ano anterior.
Para as empresas, a taxa média dos novos depósitos subiu para 1,95% em junho, um incremento de 0,06 pontos percentuais face a maio e de 1,24 pontos em comparação anual. O montante novo operacionalizado por empresas totalizou 10 303 milhões de euros, menos 1 233 milhões do que em maio.
Implicações e perspetivas
Apesar da subida recente, Portugal continua a apresentar remunerações para novos depósitos abaixo da média da área do euro — a taxa média na zona euro fixou‑se em 2,09% em junho — e o país desceu duas posições no ranking da área do euro em termos relativos. Para os depositantes, a tendência de aumento é positiva, mas as diferenças face ao conjunto europeu mantêm pressão sobre estratégias de poupança e captação de fundos pelos bancos.
- Aumento contínuo das taxas desde janeiro de 2026;
- Redução do montante novo de depósitos de particulares face a maio;
- Empresas aumentaram a remuneração média e reduziram o volume de novas operações.
O comportamento das taxas e dos fluxos de depósitos continuará dependente da política monetária europeia, das expectativas de inflação e da oferta das instituições financeiras em Portugal, fatores que moldarão a atratividade da poupança bancária nas próximas tranches de dados.