A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) apresentou esta terça-feira, em Lisboa, a plataforma tecnológica GO, uma ferramenta desenvolvida internamente destinada a apoiar o planeamento, a gestão operacional e a monitorização dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa. A cerimónia contou com a presença de responsáveis da TML, representantes da administração local e operadores do setor.
O que faz a plataforma GO
Segundo os técnicos que a conceberam, a GO nasceu para sustentar a operação da Carris Metropolitana, mas evoluiu para incluir vários módulos que permitem gerir a oferta, acompanhar em tempo real a operação, analisar desempenho e fornecer informação ao público. Na prática, a ferramenta responde a questões sobre a evolução da procura, o desempenho dos serviços e o impacto de medidas de mobilidade, como a criação de faixas BUS, nas emissões de dióxido de carbono, apoiando a gestão com dados quantificados.
“Já estamos a trabalhar com diferentes comunidades intermunicipais, com os Transportes Metropolitanos do Porto, com outras entidades e com a Região Autónoma da Madeira para a eventual utilização do GO”
Na intervenção inicial, o presidente do conselho de administração da TML, Carlos Humberto, destacou a relevância da plataforma para o planeamento e gestão do serviço público. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, defendeu uma abordagem metropolitana aos transportes, afirmando que o utilizador não distingue fronteiras administrativas quando utiliza um serviço.
Funcionalidades e utilidade local
- Planeamento da oferta: suporte à decisão sobre rotas e frequências;
- Monitorização em tempo real: acompanhamento operacional das carreiras;
- Análise de desempenho: indicadores para avaliação de qualidade do serviço;
- Informação ao público: transmissão de dados úteis aos utentes;
- Avaliação ambiental: monitorização do impacto de medidas na redução de emissões.
A TML admitiu já estar a trabalhar em cooperações com outras comunidades intermunicipais e com entidades de outras regiões, o que pode facilitar a adopção da plataforma por operadores e autoridades que gereçam redes distintas, mantendo, no entanto, a mesma base de dados e instrumentos analíticos.
Implicações práticas para os habitantes
Para os utentes da região, a GO promete uma gestão mais informada dos serviços, com potencial para melhorias na oferta e na pontualidade, bem como maior transparência sobre o impacto de medidas de mobilidade na qualidade do ar. Para os decisores locais, a plataforma oferece ferramentas que permitem quantificar efeitos de intervenções — como a introdução de faixas BUS — e integrar esses resultados em políticas públicas.
| Elemento | Benefício |
|---|---|
| Monitorização em tempo real | Melhor reação a incidentes e comunicação aos utentes |
| Análise de desempenho | Avaliação objetiva da qualidade do serviço |
| Avaliação de emissões | Suporte a políticas ambientais locais |
As declarações públicas dos responsáveis apontam para a ambição de partilhar a plataforma com outras entidades e regiões. A utilização comum de uma ferramenta desta natureza pode facilitar uma visão integrada de mobilidade metropolitana, algo que autarcas e operadores consideram cada vez mais necessário face às deslocações diárias que atravessam limites municipais.